terça-feira, 31 de março de 2009

Próxima Aula

Era aula de matemática, a professora estava dando matéria nova: divisão. Uma coisa que no início é bem complicada para os alunos da segunda série.
A professora não parava de escrever na lousa e de dar um exercício atrás do outro. Nenhum aluno mais conseguia pensar de tantos números que eram.
Dois minutos depois de muito tortura o sinal toca. Milagre!

Próxima aula: Educação Física.
Como se fosse numa maratona (ou até mesmo aquelas tiazonas que estão esperando a loja em promoção abrir), todos o baixinhos saem correndo em direção a quadra, afinal, aula de Educação Física é a melhor aula que possa existir.
Sempre foi assim, quero dizer, até agora.

Os anos se passaram e aquela vontade de querer jogar futebol, de querer escolher os times, foi passando, até que eu concluí que a pior aula que possa existir é Educação Física.
A preguiça me domina, a falta de habilidade me deprime, a minha forma também me enlouquece.
Não há nada que eu possa fazer a não ser jogar. Tento melhorar aqui, ali, e até que eu vou conseguindo, mas mesmo assim continuo não gostando dessa aula. E claro, inventar umas desculpas para ir até a enfermaria e perder uns 10 minutos de aula também pode ajudar.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Trauma de Cabelereiro

Sou avisada uma semana antes que tenho que cortar o meu cabelo. Até aí tudo bem, deve ser só uns dois dedos então não vai fazer muita diferença.
A semana passa rápido e até esqueço de que vou cortar meus cachos dourados.
É quase cinco horas e já vou me arrumando. Cinco e meia minha mãe passa em casa e me leva até o salão.

Entro lá com um sorriso enorme, todo muito alegre, conversando sobre o capítulo da noite anterior da novela das oito, aquele cheirinho de shampoo, pessoas varrendo os cabelos do chão. Um típico salão de beleza.
A recepcionista me recebe com um Boa Noite carismático e pergunta meu nome. Ela confirma tudo direitinho e lá vou eu me sentar à espera do meu querido amigo cabeleireiro.

Até que a demora não é grande, ainda mais com uma revista de fofocas no meu colo tudo passa mais rápido. Ponho um avental, que não me lembro o nome para falar a verdade, e vou lavar meu cabelo. Terminada a lavagem, sento naquela cadeira enorme.
Todo mundo feliz, até que a minha mãe vem com a notícia fatal: 'Filha, corta o seu cabelo na altura do ombro, blá blá blá e blá blá blá'.
Como assim? Não consigo ser tão radical a ponto de perder mais da metade do meu cabelo! Mas sem escândalos, converso com ela como duas mulheres adultas, mas não encontro uma saída. Entrego tudo nas agéis mãos do cabelereiro e boa sorte.

Fecho os olhos e nem me movo. Meia hora depois e pronto! Aquela olhada básica no espelho até que não ficou tão ruim. Não sou autorizada a fazer escova, tenho que deixar meu cabelo secar naturalmente. Droga.

Chego em casa, quase chorando, arrancando os poucos cabelos que me restam. Me olho de novo no espelho. Estou careca.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Todo mês

É começo do mês, e tudo parece maravilhoso, até que começo a sentir umas dores nas pernas. Minha cabeça começa a doer, sem contar no terrível inchaço que estou sentindo. Não pode ser o que eu estou imaginando. Não quero que seja isso. Confiro o meu fiel calendário, exatamente 28 dias já se passaram. Claro, o que mais poderia ser além do maravilhoso período fértil feminino?
Tento permanecer calma, ou pelo menos fingir que estou. Afinal, ninguém precisa saber como o meu organismo está indo.
Meu psicológico fica meio abalado. Estou me sentindo meio sensível. Não aguento mais ir no banheiro de quinze em quinze minutos para ver se a minha calça novinha manchou.
Será que eu consigo viver até os quarenta e tantos anos com esse inferno todo mês? Se eu não conseguir, não sei o que vou poder fazer, mas sei que consigo tirar certas vantagens com esse estresse mensal, mas isso, não sei se seria necessário te contar.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Racional?

Sabemos fazer tudo. Sabemos resolver uma expressão de álgebra; sabemos contar uma história; sabemos escrever; sabemos cantar; sabemos viver. Não é a toa que somos considerados os seres racionais.
Pela nossa capacidade de pensar, desde a nossa existência podíamos fazer qualquer coisa. Tínhamos toda liberdade do mundo. E foi por essa ''falta de limites'' que estamos aqui, acabando com tudo que o mundo nos oferece.

Cada um de nós, temos consciência sobre o que devemos fazer. Porém nada fazemos. Grande racionalidade. Com toda a nossa capacidade de melhorar o mundo, só pioramos. E não adianta fazer mais nada.
Falar, avisar, gritar, brigar. Tudo já foi feito, e nada resolveu.

O ser tão "racional" poderia pelo menos para de pensar em si, e começar a pensar no mundo.
Tenho certeza de que o último precisa bem mais.

sábado, 21 de março de 2009

Na naturaza selvagem ao lado dele

Estava extremamente ansiosa, iria fazer minha primeira entrevista.
Comecei a preparar tudo, até que a hora chegou. Fui até a casa dos McCandless pensando em tudo que iria falar. Iria conversar com Christopher McCandless, que após terminar a faculdade com as melhores notas decidiu andar por aí. Mas seu objetivo principal era chegar no Alasca.

Chistopher, quando você decidiu sair de casa, você pensou em todas as consequências que poderia passar?
Na verdade, não. Estava cansado de ver todo dia meus pais discutindo por motivos pequenos e resolvi largar tudo. Resolvi nascer de novo, tanto é que mudei o meu nome. Aprendi que em vez de amor, que dinheiro, do que fé, do que fama, do que justo... é preciso a verdade.
Quem você acha que aproveitou mais: Alexander Supertramp ou Christopher McCandless?
Os dois tiveram uma vida muito diferente. Alexander se aventurou mais, ele não dava valor para dinheiro, queria viver independente do que as pessoas pensassem. Já Christopher tinha tudo para ser feliz, porém sua família pensava que o dinheiro era o que mais importava para a vida de seus filhos, o que na verdade não é bom.

Você se arrependeu de ter feito o que você fez? Voltaria atrás?
No começo, não. Estava achando tudo muito bom. Conheci ótimas pessoas e com cada uma aprendi uma coisa. Mas quando decidi voltar para casa, quando já estava no ônibus mágico, e não consegui, senti um arrependimento sim. Porém lembrei de tudo o que havia passado e isso não merecia arrependimento algum.

Quando estava no ônibus mágico, tinha dificuldade para se alimentar?
Não muito, lá sempre tinha animais. Só que a pior parte, era justamente essa, matá-los.

Por que quando você estava bem doente você assinou os recados que havia deixado no trailer com o seu nome verdadeiro?
Lendo um livro, aprendi que não devemos chamar as coisas pelo seu nome de mentira e sim pelo verdadeiro. Eu não era Alexader Supertramp. Ele era apenas um personagem. Eu sou Christopher McCandless.

Você se contraria dizendo para Ron Franz que não é preciso de relacionamentos humanos para se feliz pois Deus já nos dá o que é preciso e logo depois diz que a felicidade só é real quando compartilhada. Por quê?
As pessoas precisam se ajudar, elas precisam de amor, de atenção. Estando só na natureza, você não consegue isso.

O que você aprendeu com tudo isso?
Aprendi que nossa vida é feita de escolhas e eu fiz a minha, viver na natureza selvagem.


E foi aí que ao conhecer uma das pessoas que eu mais admiro, eu acordei, HIHI.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Xerox de gente

Sempre quis ser diferente. Queria me vestir totalmente o contrário da moda; queria ter pensamentos únicos; queria me destacar; queria ser eu mesma. Mas não podia. O medo de aprovação me consumia, e nunca pude fazer o que sempre quis.
Tinha medo de não ser aceita pelos outros, medo de ser rejeitada pelo o que sou. A única saída foi me igualar. Observava, gostava e trazia aquilo para a minha vida. Minha personalidade estava sendo construída baseada no alheio.
Com o tempo, aquela originalidade que tanto queria foi ficando cada vez mais longe.
Cada pessoa com quem eu convivia me influênciava de certo modo. E quando percebi, me tornei uma cópia de cada um que esteve ao meu lado.
Tinha perdido a minha verdadeira idêntidade, o que foi inevitável.

Me igualava aos outros. E os outros se igualavam a mim. Éramos verdadeira cópias humanas. Todos se copiavam por medo, sem pensar em si mesmo. Nos tornamos um só.

Nós copiamos. E somos copiados. Será sempre assim.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Piscina do clube

Nunca pensei que algum dia, aquele clube isolado, onde nunca ia um amigo se quer, me traria alguma coisa boa.

Quase todas as tardes ia para lá, sozinha mesmo, entrava na piscina e me perdia no meu próprio mundo. Esquecia de todos os problemas, até mesmo da droga do clube em que eu estava.
Era sempre assim, após ver o pôr do Sol, saía, tomava meu banho e voltava para casa escutando alguma música. Dessa tranquilidade não podia reclamar. Claro que não era sempre assim, sem generalizar, mas isso nem é tão importante agora.

Na metade do ano passado, quase chegando o maravilhoso mês de julho, notei alguma coisa diferente no clube. Uma energia diferente, parecia ter alguma coisa nova. Depois de procurar e não achar o que tinha de novo lá, desencanei e fui para a piscina. E a novidade estava lá, de sunga, touca e óculos mergulhando na água. E não era os meus amigos velhinhos que eu estava acostumada a ver. Era bronzeado; não era o Juca. Era magro; o Mário que não podia ser.
Cautelosamente entrei na piscina, mas dessa vez não entrei no meu mundo e sim no mundo daquele ser que me prendeu.

Uma hora depois, ele parou. Finalmente.
Olhou para mim. Fiquei quieta, e fingi não tê-lo visto. Mas na verdade vi, e notei o quão ele era lindo.
Cada vez mais perto soltou um tímido 'Oi'. Era para mim? Era.
Respondi, com medo, com verginha, com um embrulho no estômago.
E por incrível que pareça a conversa foi acontecendo, e quando eu percebi, o pôr do Sol já estava saindo. Pulei da piscina, me despedi, meio desajeitada, e fui embora.

O nome dele era João, um nome comum por sinal. Mas sinceramente, eu adoro esse nome tão lindo, tão forte.
É, eu estava ficando muito estranha. Não o tirava da minha cabeça, a gente sempre conversava. Eu estava apaixonada. E não sabia o que fazer.

Depois de muito tempo, me senti obrigada a contar a ele o que sentia. E ele disse o mesmo.
Pois é, tínhamos tudo para ser felizes, até que informaram que o clube iria ser fechado.
Mas como? Só porque eu tinha encontrado o amor da minha vida naquele clube, ia fechá-lo. Não podia.

Até que a gente teve uma idéia. Começamos a chamar atenção de todos para ir lá, e saber o quanto era bom.
Cuidamos de lá como a nossa casa.

Se passaram dois meses e o clube ainda estava à venda.
Fomos falar com o dono, estavam quase fechando. Mesmo com novos sócios.
Não teve jeito. Mas claro, tentamos, tentamos até conseguirmos. E conseguimos.
Mais pessoas entraram e muitas delas ajudavam a cuidar dele.

Uma felicidade enorme entrou dentro de mim, ao saber que o clube, que eu pensava ser o pior lugar do mundo, era hoje, para mim, o melhor lugar da minha vida.

terça-feira, 10 de março de 2009

Escondendo o amor

Você tem certeza que ele é o cara da sua vida. Não há mais nenhuma dúvida.
E se tudo der realmente certo, é capaz do namoro virar noivado. Tudo bem foi exagero, mas isso deve ter passado pela sua cabeça.
Vocês são felizes, vocês se amam, vocês formam um casal perfeito.
Mas em meio tanta perfeição, deve existir alguma coisa que atrapalha esse relacionamento: vocês não assumem.

Não sou nenhum gênio da vida e ainda acho que seria bem difícil explicar isso. Afinal, o ser humano é um ser estranho. Todos pensam que entendem, mas na verdade, não entendem praticamente nada. Para que esconder um sentimento real e tão bonito?

Talvez, o medo. Aquele que não nos esquece nunca, sempre nos persegue. Medo de aprovação, medo do que os outros pensem.
Quem sabe, a vergonha? Não ter coragem de dizer que você ama aquele cara esquisitão, aquele bobão, aquela ''girafa'', aquele mais velho. Aquele que é diferente de todos os namorados das suas amigas.

Sinceramente? Acho que toda essa vergonha, esse medo, esse sentimento que te impede de falar para todo mundo quem você ama, é a mais pura bobagem. Você o ama, ele te ama; não há nada que esconder, é o amor.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Viva al Oompa Loompas

Estas muchachas de hoy em día están sinceramiente muy ligadas a los estándares de los muchachos bonitos, magros, altos, ojos de los calros y saben allí más oqué. Un Roberto Pattinson de la vida.
¿Pero de modo que un vampioro de éstos, si podemos tener un Oompa Loompas en nuestra vida? E aquí entre nosotros, de que tiene un encanto que tiene. Baixinho, con su blanco del hairdo muy creativo y de esos sombracelhas como la nieve, no tiene en cuanto a resiste.
Namorar un enano de éstos es mucha suerte. Sin la cuenta en vantegens innumerables.
Vocês vão a amarse, vão a tomar el cuidado de sí mismo, vão a ser feliz. E sin nadie a dar encendido de su “pigmeuzinho”.

Le garantizo que este Roberto Pattinson, que no gusta muy de tomar el baño, muy ocupado. estará ¿Quién quisiera tener un novio que no usted de la atención?
Por lo tanto las muchachas, esqueçam de este vampiro, y si juega en los brços del Oompa Loompas.

Em Portunhol, o melhor que consegui :)

quarta-feira, 4 de março de 2009

A salvação está nela

Com tantas guerras, mortes e catástrofes, o povo do Oriente Médio parece nunca encontrar uma solução para tantos problemas. Será que é possível existir alguma para um conflito tão complicado como este? Claro que existe. É mais fácil do que se parece. Tão fácil, e tão simples, que nunca ninguém até hoje pensou nisso. A pose da deusa.
Uma pose chamativa e até mesmo bem sensual, digamos assim.
Basta estar com um sorriso lindo, colocar uma mão na cabeça, a outra na cintura, e levantar bem de leve uma de suas pernas. Pronto, você encontrou a solução para os problemas de tanta gente.
Basta cada uma daquelas nações largar as armas, esquecer de tudo isso e substituir pela melhor coisa que possa existir nesse mundo: a alegria. Com essa pose da Deusa, quem lembraria de guerra?Não liguem para a minha cara 'maravilhosa', HAHA.

terça-feira, 3 de março de 2009

Posts anônimos

Talvez eu tenha coragem de escrever um texto me declarando ao menino da minha vida; ou algo contando sobre a maior mentira da minha vida. Poderia escrever qualquer coisa. Menos uma: aquelas 'poucas e boas' para alguém que eu não aguento nem sentir o seu cheiro. Quer dizer, eu escreveria, anonimamente, é claro.
Escreveria tudo que estivesse intalado na minha garganta a anos. Escreveria as maldades que ela causou; as mentiras que ela contou. Escreveria até que aquela roupa que ela não tira, que acha ser a mais linda de todas, definitivamente, não é.
E para ser mais malvada ainda, quem sabe, poderia mandar para ela também. Mas eu não sou tão má assim para chegar a esse ponto.