quinta-feira, 30 de abril de 2009

Não comeria chocolate, saíria às compras

Nunca tive meu próprio dinheiro para comprar o que eu quisesse. Claro, que alguns meses ganhava aquela mesadinha, se é que posso considerar aquilo como uma. Mas se um dia, eu encontrasse por aí, uma maleta perdida cheeeeia de dinheiro, ou até mesmo juntasse minhas economias para comprara um bilhete da Mega Sena e como num milagre eu ganhasse aqueles milhões, não teria limites. Sairía com os meus novos seguranças pelos melhores shoppings da cidade de São Paulo fazendo uma "visita básica" nas minhas lojas preferidas. Ficaria atenta a todas as promoções - afinal, é sempre bom economizar dinheiro, não? E claro, estaria sempre atualizada com as novidades tecnológicas. Afinal, existe terapia melhor? Ao invés de eu comer aqueles montes de chocolates, vou andar por aí em busca de coisas que me confortem mais e que não me dêem peso.

Mas enquanto isso não acontece, eu sobrevivo com o meu auto-controle ao passar ao lado daquelas lojas magníficas, com os meus sapatos e tênis, que ainda bem estão num estado usável, com as mesmas roupas de sempre e com o meu raro dinheiro.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Na próxima aula vou me afogar

Quando tinha quatro anos comecei a fazer natação. Ia toda animada, com o maiô e a touquinha rosa, feliz da vida porque ia começar a nadar. Acho que parei de fazer aula aos seis. Fiquei chateada, mas depois desencanei.
Os anos passaram, fiz ballet e um ano depois aí. Depois disso, nenhum exercício físico. Sinceramente? Essa foi a melhor parte.
Mas essa folga durou pouco quando minha linda mãe, me trouxe uma ótima notícia:
- FILHA! Que tal voltar a fazer natação? Vai ajudar a você a isso, aquilo ... - E outros detalhes que não fazem importância agora.
Eu pensei comigo, 'Ah, tudo bem, natação, eu gosto, né?'.

E a minha rotina começou. Ia toda animada, falava com as minha amiguinhas irritantes pequenininhas e tudo mais. Um ou dois anos depois mudei de academia não me lembro porque.
Mudei, conheci mais gente, da minha idade (Graças a Deus), tudo perfeito. Não. Nada perfeito.
Faz mais de três, quatro, sei lá quantos anos de natação e eu não aguento mais nadar mais de 3.500 metros toda santa semana! É muita coisa pra uma menina só. Eu não aguento.

Mas a minha saúde fala mais alto e eu tenho que cuidar dela, porque depois eu fico me lamentando: 'Ah, por que eu não fiz natação? Agora estou assim uma bola!'.
Obrigada por escutar minha triste história e fim :D

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Borboleta e Lagarta

A melhor amiga perfeita, é uma praga, digamos assim. Todo mundo tem a sua.

Você anda ao lado dela e se sente um nada só por perceber que a rua inteira está com os todos os olhares direcionados a ela e para você? Nada.
Em festas é a mesma coisa, aquele cabelo lindo balançando para lá e para cá; aqueles olhos brilhando em meio à escuridão; aquele sorriso maravilhoso; aquela roupa. Aquela perfeição. Isso, definitivamente, é de acabar com auto-estima de qualquer garota.
Já pensei inúmeras vezes em estar ali, dentro do corpo de minha melhor amiga para me sentir magnífica, só de pensar que ela é a borboleta e eu a lagarta.
Mas como toda menina inteligente - um ponto positivo para mim! - apenas admiro-na, porque no fundo eu sei que tenho muitas ótimas qualidades. E eu tenho certeza que naquela rua, tem alguém que ainda me olha.

Pelo menos eu torço para um time melhor, né? HIHI :D

sábado, 25 de abril de 2009

Infância sem lembrança

Em 1999, eu estava em minha plena e linda infância, com 3 anos (Ia fazer 4 no fim do ano, mas ninguém liga para isso). Época boa, onde eu não precisava me preocupar em estudar só saber desenhar e mostrar a minha idade nos dedinhos gordinhos. Só. Saudades de quando eu era pequena, quando eu era o bebezinho dos pais, onde eu era a única netinha, a menininha toda arrumadinha, mimadinha e tudo com inha.

Realmente aos três anos foi a melhor parte da minha (Falo como se fosse bem velha, mas enfim). Pena que não me lembro de quase absolutamente nada. Se meus pais não tivessem me falado que eu viajei com ele para Atlanta, Chicago e Nova York (Sou chique, hihi) eu não saberia. E isso me revolta completamente. Por que será que a minha linda memória não lembra dessa viagem maravilhosa para fora do país e lembra daquela alergia que eu tive por comer o feijão da vovó? Que droga. Já que a cada dia essa tecnologia descobre alguma coisa, então podia descobrir algum aparelho que fizesse com que eu, e todas as outras pessoas desse universo lembrasse das memórias do passado, como a da nossa maravilhosa infância, não?
Mas enquanto isso não acontece, eu fico aqui, olhando os enormes álbuns de fotografia tentado imaginar o quão divertido foi aquela viagem.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

segunda-feira, 20 de abril de 2009

A cidade da garoa

São Paulo pode ser poluído. São Paulo pode ser uma cidade suja. São Paulo pode ter trânsito a qualquer hora. São Paulo pode ter qualquer tipo de pessoa. São Paulo pode ter desabrigados. São Paulo pode ser a pior cidade do Brasil, mas mesmo assim, vai continuar sendo a minha cidade favorita, a cidade da qual eu nunca saíra.

Pode parecer loucura gostar de uma cidade com tantos problemas, mas é a mais pura verdade.
Essa metrópole, que na verdade falta pouco para se tornar uma megalópole, tem tudo que você possa imaginar. Loja de carros, loja de doces, mercados, casas, prédios, aeroportos, qualquer coisa tem. Tá, eu sei que agora, toda cidade tem isso, mas me parece que em São Paulo é especial.
Claro, que aqui nesse Brasil, exitem muitas outras cidades maravilhosas, e admiro cada uma delas. Mas aqui, com aquele ritmo acelerado, aquela noite onde a cidade não dorme, aquele "aconchego", digamos assim torna tudo diferente. Complicado de explicar.

Sei que nessa cidade tem muita coisa a se fazer. São Paulo está crescendo ainda e está se desenvolvendo aos poucos. Pode levar o tempo que for, mas eu ainda vou estar aqui quando São Paulo for uma das melhores cidades desse país. Não importa para onde eu vá, sempre irei ser aquela paulistana com orgulho.

domingo, 19 de abril de 2009

Uma volta no tempo

Se eu tivesse uma máquina do tempo em minhas mãos faria muitas coisas. Mudaria aquela vez em quem eu gritei, xinguei, briguei com a minha mãe, que me deu 1 mês de castigo "só" por aquele showzinho. Retiraria muitas coisas das quais eu falei e que com certeza teria sido bem melhor se eu tivesse pensado duas vezes ante de falar. Estudaria mais para a minha prova de física, onde eu pensava que sabia tudo, mas na verdade não sabia uma fórmula se quer. Enfrentaria o meu medo na hora de falar para ele que eu o amava. Não tomaria Coca-Cola. Apagaria todas as mentiras que eu contei. Tiraria definitivamente o chocolate da minha vida.

Mas tenho certeza que se eu fizesse tudo isso eu não estaria aqui, ou até mesmo não seria quem eu sou hoje em dia.

sábado, 18 de abril de 2009

Meus perfeitos 30 anos

Quando pequena queria ser, quando adulta, artista plástica, ter dois labradores, morar num apartamento duplex num bairro super chique da cidade de São Paulo e claro, ter uma vida calma e muito feliz.
Alguns anos depois, minhas ideias foram mudando e os sonhos também. Pensei em ser a arquiteta mais famosa de São Paulo, ser uma mulher super bem de vida que morasse numa casa maravilhosa com o seu marido perfeito e seus filhos super obedientes.
Depois disso não tive mais sonho nenhum. Foi aí, quando me senti extremamente vazia, parei e pensei: Tenho que tomar um jeito nessa vida. Por isso que quando eu tiver 30 anos vou ser aquela tiazona - não, tia não, porque não soa muito bem - vou ser a mulher mais linda de todas; vou ser a publicitária mais criativa do Brasil; vou ser a mãe que todo filho queria ter; vou ser a esposa que mais ama o seu marido; vou ser (ainda) a filha mais falante e com certeza vou ser a coroa mais sonhadora de todas.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Como perder um homem em pouco dias

É preciso ser paciente tanto para irritar aquele ex que não sai do seu pé e até mesmo para esquecer o aquele que foi - e ainda é - o cara da sua vida. Nunca passei por isso, mas como sou aquela típica amiga que nunca tem namorado e de tanto ajudar as amigas, sei de umas dicas perfeitas:

1 - Ser aquela namorada mais grudenta possível, ligando para ele, perguntou se ao acordar ele lembrou de você e afins
2 - Conversar com os amigos dele da maneira mais infantil possível
3 - Ser cheia de ''não-me-toques''
4 - Ter muito ciúmes, principalmente das coisas e pessoas mais bobas
5 - Escrever uma música para vocês e obrigá-lo a tocar no violão toda noite para você

Se quer ele de volta, faça tudo o contrário. Ou faça algo mais simples, diga logo que o ama e que não aguenta ficar longe dele.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Azar de toda Páscoa

Sonhando com os ovos de páscoa mais deliciosos, babando ao ver aqueles chocolates nas vitrines, rezando para ganhar um ovo de páscoa decente... Toda Páscoa é assim, pelo menos para mim. Mas infelizmente, meus pedidos não são realizados. Ou eu não tenho sorte com essas coisas.

Quando eu era pequena ganhava chocolates aos montes. Podia ser da Barbie, do Pato Donalds, de seja quem for que eu comia. É claro que eu sempre gostava mais do ovo das Meninas Super poderosas e daquele onde os brinquedinhos eram os mais legais.
Depois de alguns anos, meu gosto foi mudando, não ligava muito para o personagem do ovo, estava mais interessada no sabor do chocolate. E até hoje é assim. Mas como querer não é poder - e esse ditado me deixa extremamente irritada - houve um bom tempo que eu ganhava ovos da Minnie, dos Ursinhos Carinhosos, e de qualquer outro desenho animado que eu não assistia mais. E eu como sou uma menina muito educada sorria de uma maneira simpática, agradecia e ao chegar em casa entrava nas mais profundas mágoas. '' Será que eu tenho cara de ter quatro anos por um acaso?'', ''É, o tempo parou e eu não percebi''.

E todo ano é assim, incrível. Mas, nada como um dia após o outro, espero que todos os meus amados parentes se lembrei que eu cresci e que eu não brinco mais do Barbie e muito menos assisto Cocoricó na televisão. Espero que nessa Páscoa eu tenha um pouco mais de sorte.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Ande de ônibus, hihi.

No começo desse ano, podia dizer que só tinha andado de ônibus no máximo umas duas vezes na minha vida. Mas isso logo mudaria quando eu tivesse que acordar super cedo, me arrumar correndo para eu conseguir entrar naquele ônibus. E na hora de ir embora, quase a mesma coisa.

Posso dizer que comecei uma vida nova. Não voltaria para casa no maior conforto, sentada na perua, conversando com os meus amigos. Agora voltaria em pé, e caso eu tenha sorte, sentada, ao redor de vários desconhecidos, com aquele cheiro super agradável de suor, dentro de um ônibus.
Mas faria esse sacrifício. Afinal, eu estou crescendo e uma hora eu preciso saber andar de ônibus, não é?
As aulas começaram e a minha ''aventura'', digamos assim, também. Nas primeiras semanas eu ainda estava me acostumando, mas logo no fim do mês, para mim já era normal.

Sinceramente? Já se passaram quase quatros meses que eu estou andando de ônibus todos os dias e até que eu estou gostando. Não sei porque, mas eu gosto. Todo dia encontro novas pessoas, cada um com seu jeito. Todo dia é uma coisa nova. Todo dia é um novo mico: tropeçando, intalando na catraca, esbarrando nas pessoas.. Com tudo isso percebi que andar de ônibus não é nenhum pesadelo. E ainda por cima, eu ajudo a cuidar do meio ambiente :)

domingo, 5 de abril de 2009

Surpresa!

Naquele dia Caroline faria 14 anos. Ficara a semana inteira ansiosa pensando quem lembraria do seu aniversário, que presentes ganharia, aquela tensão pré-aniversário. Uma coisa bem normal.
Acordou com um sorriso enorme, tomou um banho, se arrumou para o colégio, desceu e seus pais estavam lá na cozinha. Olhou para a mesa a procura de um bolo enorme de brigadeiro, mas nada encontrou. Seus pais lhe abraçaram, mas mesmo assim não era o que ela queria.

Mas não era um bolo que estragaria o seu dia. Chegou no colégio sorrindo para todo mundo, alguns lembram do seu dia, outros não. Coisa normal - pensou.
Tentava demonstrar alegria, mas no fundo, sabia que não estava.
Para ela alguma coisa estava faltando, só não sabia o que. Voltou para casa, almoçou e foi dormir para ver se aquela tristeza passava, afinal não queria ficar chateada bem no dia do seu aniversário. Conseguiu pegar no sono uma meia hora depois, mas logo em seguida foi acordada pelas ligações de parentes, todos com o mesmo discurso: ''Parabéns minha querida, tudo de bom para você, felicidades, que Deus te abençoe. E muitos namoradinhos também...''

O relógio já marcava oito horas da noite e nada do seus pais chegarem. Ficou preocupada. E ligou para eles, ninguém atendia.
Começou a ficar desesperada após muitas tentativas. E não conseguiu segurar o choro.

Quase uma hora depois seus pais deram sinal de vida. Pediram para ela descer do apartamento pois a sua avó passara mal no térreo. Mais uma coisa para estragar o seu dia? Coitada. Desceu o mais rápido que pode, acendeu a luz, e do nada quinhentas pessoas levantam e gritam: 'SURPRESA'. Era isso que estava faltando para o seu dia ficar bem melhor.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Educação no lixo

Estou no mesmo colégio desde a primeira série. E até agora não mudou nada. A cada ano ele incentiva os alunos aos estudos, ele faz com que os alunos interajam com o meio ambiente, ele mostra os valores nos quais devemos seguir, ele faz de tudo para que o aluno saiba viver no mundo de fora. Entre todas essas "missões" do meu colégio a principal delas é o respeito. Afinal, o respeito é base para tudo. Principalmente dentro de uma sala de aula. Mas na prática, não é bem assim.

O professor está na frente de trinta e poucos alunos fazendo o que mais gosta: ensinar. Enquanto tenta falar, mais ou menos vinte alunos estão conversando; sete estão dormindo e apenas cinco estão realmente prestando atenção nas palavras do coitado professor. E quando este abre a boca para chamar atenção daquela maioria que não está nem aí recebe pauladas e xingamentos em troca do silêncio. Grande respeito que os alunos aprenderam.

Muitos devem pensar que nessa relação aluno-professor quem na maioria das vezes está errado é aluno. Mas não é. Alguns professores, pensando que são superiores a todos, não têm o mínimo de respeito ao aluno e pensam que pode falar o que quiser, sem problema algum. Esse abuso de poder pode magoar o aluno que simplesmente ''não fez nada''.

Infelizmente grande parte da juventude esquece que está dentro da sala de aula e perde todo o limite - e principalmente o respeito. Os professores também têm a sua culpa, só por acharem que mandam em todos na classe. É triste pensar que toda a educação que recebemos desde pequenos é jogada no lixo.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Super Squarepants

Desde de criança ficava sentada em frente a televisão naqueles canais infantis assistindo a esponja falante mais linda de todos os oceanos deste mundo.
Meus olhos brilhavam - e ainda brilham - ao ver tamanha habilidade que ele tem ao fazer aquelas bolhas de sabão. Sempre imagino como seria o gosto daquele hambúrguer de siri feitos pelas próprias mãos do Bob Esponja.
Patrick deve ser a estrela do mar mais feliz de todas, só por tê-lo como seu melhor amigo, e estar sempre ao seu lado em qualquer situação.
Aquela alegria que ele transmite é impressionante. Com a sua risada inconfundível não perco nenhuma aventura daquela esponja amarela.


É nele que eu me inspiro. É nele que eu acho o meu lado criança. É nele que eu encontro a diversão. É nele que eu vejo os melhores valores de todos.

Ele não é nenhum fortão, muito menos tem uma capa vermelha. Também não tem nenhum bobmóvel ou qualquer poder sobrenatural: não fica invisível e nem tem visão raio-laser. Mas ele tem o melhor de todos os poderes: levar a alegria no coração de cada um. É por isso que ele é o meu herói.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

April Fool's Day

Esse, para alguns, é o dia mais esperado do ano exagero, eu sei. Todo mundo acorda feliz, à espera de algum conhecido para soltar a primeira mentira e depois de ver a cara de desespero do amigo gritar bem no seu ouvido: Primeiro de Abril! E quando você acredita em alguma mentira fica morrendo de raiva, mas logo esquece pois você está mais preocupado tantando inverntar outra bobagem para acreditarem.

Devo admitir que eu amava o dia primeiro de abril, pegar todos os seus amigos e ver quem consiguia enganar mais gente, era sempre assim. Mas depois que a minha capacidade de ser criativa diminuiu não tenho tantas idéias para esse dia.
Mesmo assim, não deixo de fazer um cena e contar uma mentira esperando com a maior empolgação com que a pessoas acredite. Alguns funcionam, outros não.

Mas o dia primeiro de abril é assim. Todo mundo alegre. Todo mundo rindo. Todo mundo mentindo.