sexta-feira, 29 de maio de 2009

Um tanto consumista

Se como num milagre aparecessem 1 milhão de reais na minha humilde poupança que meus pais estão fazendo com muito suor para o meu futuro, nem pensaria duas vezes para tirar todo aquele dinheiro de lá. Faria tudo que eu planejei em fazer na minha vida inteira em menos de um mês. Uma coisa um tanto consumista mas eu não poderia deixar aquele dinheiro todo mofando, não é?

Viajaria para o mundo inteiro, se alguém me perguntasse sobre qualquer país desse planeta eu saberia dizer alguma coisa e ainda mostraria uma fotografia minha de lá.
Sairia em busca de roupas. Faria a maior reforma no meu guarda-roupa em toda a minha vida. Compraria as mais diferentes calças, escolheria todos os tipos de blusa e claro, os sapatos! Teria tantos sapatos, que eu nem precisaria mais pedir algum emprestado à minha mãe.
Seria uma menina totalmente realizada. E depois de já ter feito tudo o que eu queria fazer, eu posso ainda comprar a casa de praia tão esperada pela minha mãe e ir com a família inteira e ter a coisa mais preciosa que o dinheiro não pode comprar: o amor.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Prefiro economizar

Gente famosa é cheia de inventar coisa. Adora ver as pessoas nas ruas copiandos-as, fazendo de tudo para ser ele próprio. Outros sentem a necessidade de aparecer nas capas de revistas de fofocas pelos maiores escândalos. E alguns, gostam de se leiloar. Isso mesmo. Seja um cinto, uma blusa, uma cueca, e até mesmo um beijo. Independentemente do motivo daquela leiloação toda, para onde o dinheiro será encaminhado, milhões de fãs neuróticas pagam muuuitos doláres só para conseguir dar um beijo naquela bochecha que não tem nada de especial. Sinceramente? Não tiraria um precioso real do meu bolso para dar um beijo num vampiro que não tem muito o hábito de limpeza. Afinal, eu só seria mais uma fã que ele nem se quer lembraria o nome que pagou mais de 20 mil doláres para ajudá-lo numa campanha contra a Aids. E claro, poderia estar investindo todo esse dinheiro no meu futuro ao invés disso, não?

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Presente pra titia

Laura nunca foi uma menina muito sortuda com essas coisas de amor. Quando gostava de um menino, ou ela não era correspondida, ou ele já era comprometido, ou ele nem sabia de sua existência. Ou seja, todos era completamente impossíveis.
Laura já tinha patias possíveis, mas nenhuma deu resultado. Desistiu. Estava cansada de perder o seu tempo corfeito de tudo, todas as simrendo atrás de amores que no fim nunca dariam certo.

Até que uma vez, como num milagre, ela encontrou alguém. Alguém que ela julgou ser para sempre desde o inicio. Não ligava para o que os outros diziam, não ligava para mais nada a não ser o seu amor. Não conseguia pensar no mundo que tinha lá fora, afinal ela estava namorando! O que ela mais queria finalmente aconteceu. Aproveitou cada momento, não desperdiçou nada. Mas em quase dois meses de namoro, alguma coisa estava errada e Laura percebeu isso. Tentou fazer de tudo para que aquela felicidade, aquele amor não terminasse, mas nada adiantou. Terminaram e Laura quase se matou - Para ver o desespero da garota.
Mas ela teve de encarar a verdade e se sentiu obrigada a voltar naquela rotina de uma típica solteirona: Todos os sábados, sentada no seu sofá, com um pote enorme de pipoca com cobertura de chocolate, assistindo filme românticos fazendo com que ela chorasse dramaticamente cada vez mais só de lembrar que nasceu para ficar com a titia.

Não, isso não é autobiográfico, ainda bem :)

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Beijo do Gordo :*

Segunda passada, no dia do aniversário do meu pai, perdi as minhas três últimas aulas junto com a minha amiga para ir ao tanãã: Programa do !
Pois é, estávamos todos animados, afinal, iríamos aparecer na Globo, conhecer o Gordo, ver gente famosa sendo entrevistada, essas coisas todas. Pena que não foi bem assim.

Chegamos lá na Globo quase 13 horas. Entregaram pra gente uma barrinha de cereal e um chocolate - Amém, porque eu estava morta de fome!
Depois de entrarmos na recepção e escutar todos aqueles pedidos como: ''Aplaudam muito", "Não esqueçam de rir bastante" e um absurdo "Não é permitido comer dentro do auditório (Ou sei lá qual é o nome do lugar)". Depois de alguns minutos de espera, entramos e tivemos que fingir que conhecíamos uma banda e cantar com elas mais de quatro vezes um refrão esplêndido: ''Thank you very much, merci beaucoup, bye bye and fuck you ♪"

Quando já tínhamos quase decorado a música inteira, tivemos que ir à plateia. Depois de DUAS horas, o Gordo entra. Aleluia! Todo mundo empolgado, morto de cansaço e rezando para que alguém famoso e pelo menos engraçado seja entrevistado. Mas na verdade, não tinha ninguém interessante, só um deputado aí, mas não era tão interessante assim.

Quatro horas depois as gravações acabaram. Ainda bem, vou poder comer, ficar em pé e poder tirar uma foto com o ! Que nada. Aquele Gordo, com todo o respeito é claro, saiu sem dar autógrafo nenhum, sem tirar nenhuma foto, só um tchau e obrigado. Fiquei decepcionada. É, mas pelo menos ele agradeceu.
Pelo menos a gente conseguiu tirar uma foto com o Seu Madruga, hihi.

domingo, 17 de maio de 2009

O mundo quer mais bananas

Um dia, Ana estava andando na feira e foi à parte que mais gostava: a barraca das bananas. Estava olhando-as imaginando o delicioso sabor que elas teriam. Até que notou um cacho diferente. Curiosa, Ana foi se aproximando até que uma luz branca que quase a cegou a levou num lugar totalmente secreto. Lá estava a Banana Mor. Ana ficou encantada ao ver uma banana gigante, falante e ainda por cima totalmente estilosa! Mas Ana não estava lá em vão, Banana Mor tinha que lhe entregar uma missão: Salvar um mundo com seus poderes bananáticos que acabara de receber, virando assim, a BananaGreen. Uma missão um tanto perversa segundo Ana, mas nada a impediria de cumprir as ordens de sua querida chefa.

Banana Green saiu em todos os jornais por suas missões incríveis: Substituir vários prédios velhos por lindas bananeiras; sem contar os lixos que eram jogados por aí que sumiram e foram transformados em flores Bananícias colores, popularmente conhecida como Flor de Banana. BananaGreen era uma super heroína e tanto.

Mas nem aquelas mosquinhas de banana que tentavam arruiná-la a qualquer custo conseguia acabar com aquele seu praze de salvar o mundo.

sábado, 16 de maio de 2009

Pergunte ao coração

Nós podemos até ser donos do nosso próprio nariz, mas do coração nunca.
O coração tem vida própria. Além de mandar em todo o seu funcionamento do corpo, manda naquela droga de amor.
Ora você se apaixona pelo menino mais lindo do colégio, que na verdade é um safado, que fica com a primeira garota que aparecer na frente dele, ora você morre de amor pelo mais quietinho da sala, que nunca abre a boca, exceto para perguntar alguma coisa para a professora. E até tem aquelas vezes que você está gostando de um cara que é quinze anos mais velho que você.
Não importa por quem você se apaixona, nunca vai ser pelo cara certo. Mas em todos eles você sempre criou aquela esperança, você sabia que no fundo ia dar tudo certo com vocês. Mas nada disso aconteceu. Agora me pergunte: Por quê? Não sei. Pergunte ao coração.

terça-feira, 12 de maio de 2009

"Mamãe como foi que eu nasci?"

Já se foi o tempo em que as criancinhas chegavam com aqueles olhinhos brilhando e perguntavam para as suas mães como que eles foram feitos e escutavam aquelas respostas prontas: "Ah, meu filhinho, foi a Dona Cegonha que o trouxe aqui pra casa." E o bebê ficava pensando com a tal Dona Cegonha até os seus 7 anos, até descobrir que não era bem assim. E ao descobrir como ele realmente veio a esse lindo mundo, fazia aquelas caretas, soltava gargalhadas e quando alguém falava alguma coisa do tipo já ficava com aquelas bochechas todas rosadas.
Mas os tempo mudaram e agora aqueles "bebes" que acabaram de aprender a resolver uma equação, escuta com a maior naturalidade um assunto sobre sexo. E até mesmo participa, fazendo todos os tipos de perguntas e quem sabe, conta sobre as suas experiências, sem vergonha alguma.

Se vou casar virgem ou não, disso não tenho ideia alguma. Meus pais ainda não me chamaram e disseram que precisavam conversar de um assunto sério, porque eu já estou crescendo. Já não fico toda vermelha quando alguém toca no assunto. Também não faço mil e umas perguntas à minha mãe. Não faço questão de perder a virgindade o quanto antes só para sair espalhando por aí.
Sexo, se tornou um assunto comum, e agora, aqueles "pirralhinhos" falam nisso num boa.

sábado, 9 de maio de 2009

Não troco a minha por nada

É óbvio que alguém que conseguiu e ainda por cima sobreviveu ao carregar uma vida dentro de si por nove meses merece um dia só para ela.
Dia das mães é quase sempre a mesma coisa, todo mundo indo ao shopping fazer compras, fazendo cartões e cartas, todo mundo escrevendo sobre suas mães nos blogs... E é claro que eu não deixaria de fazer isso.

Nunca deixei de amá-la por mais que as vezes, naqueles momentos de extrema raiva, falasse o contrário. Acho que demorei a entender que todas aquelas broncas e proibições foram apenas para me proteger de algo que eu não faria idéia do que acontecesse. Aquelas ordens, também, foram para o meu bem. Na verdade, qualquer coisa que uma mãe faça, não será nunca para nos ver sofrer. E isso eu não tenho dúvidas. Brigas e desentendimentos sempre vão ter, mas nada que aquela nossa união não resolva.

Por mais que eu já desejasse que estivesse longe de casa, só para não ter que fazer o que ela pede, tenho certeza que não conseguiria sobreviver com aquele carinho que só ela sabe me dar.
Mãe é mãe, e independente de qualquer defeito vou amá-la sempre e sempre.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Cansei. Quero ser um animal.

As vezes tenho vontade de ser um cachorro. Pode ser um gato, um leão, ou até mesmo um grilo. Para ser mais clara, tenho vontade de não ser um ser humano certas vezes.

Enquanto um cachorro, com o seu pêlo macio, todo quentinho, fica dormindo o dia inteiro sem preocupação alguma, aqui estou eu, lutando com o tempo, para conseguir terminar o trabalho de História, para depois ler o livro de Português e em seguida estudar para a prova do dia seguinte.
Já um gato tem muitas vantagens. Se ele não suporta mais aquele dono que não dá comida, carinho, atenção, ou seja, que não faz absolutamente, nada, ele pode só pular pela janela e passar por aquele estreito vão que tem naquele portão velho. Mas eu, um simples mortal, tenho que ficar convivendo com pessoas de todos os tipos. As pessoas mais insuportáveis, as mais frescas, as mais problemáticas, as mais tudo!
Agora, quando três meninos, menores do que eu!, tentam roubar minha mochila, enquanto eu estou com as pernas doloridas de tanto ficar em pé, esperando aquela droga de ônibus, o que eu posso fazer? Nada, a não ser esperar que um anjo, ou simplesmente alguém mais forte, venha me ajudar. Mas se eu fosse um leão lindo, que corre a não sei quantos quilômetros por hora, seria muito mais fácil de me defender se algum caçador sem coração tentasse me matar.
E claro, o grilhinho, todo pequenininho, bonitinho, verdinho, só fica cantando no meio da mata, sem medo, sem nada para esquentar a cabeça. É por isso, que eu me revolto em ver essa maravilha que é a vida desses animais. Mas como eu não posso me transformar em nenhum deles, eu só fico aqui, os olhando e ajudando (e torcendo, também) para que eu dia eles não se vão tão rápido.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O mundo diminuiu

O mundo está menor. As pessoas parecem estar cada vez mais perto. Atualmente não existem mais barreiras.
Se antigamente já era difícil conversar com aquele amigo que morava a três quarteirões de distância, imagine com alguém que morava em outro estado. Mas hoje, não há nenhuma dificuldade na comunicação. Sem sair de casa posso ficar horas e horas conversando com o meu amigo se mudou há mais de três anos para o outro lado do mundo.
Conheço mais pessoas por causas desses sites de relacionamentos. Fiz grandes amizades. Não posso negar que o meu ciclo social cresceu muito depois de eu me render a essa tecnologia toda.
Fazer compras sem sair de casa, conversar de graça com qualquer um, saber da últimas notícias da maneira mais rápida possível, conhecer gente nova, ter milhares de informações para trabalhos e estudos numa simples tela de computador... Tudo isso graças a nossa amada tecnologia. Muitos dependem dela, assim como eu.
É uma pena saber que ao invés de usá-la para tantas coisas boas que ela nos oferece, tem aqueles que conseguem fazer coisas terríveis. Mas sabendo usar com consciência, tenho certeza que só terei benefícios.
Essa é a tal da tecnologia, coisa que agora, eu não sei mais viver sem.

sábado, 2 de maio de 2009

O problema não é de noite

É durante a noite que as coisas mais perigosas acontecem. Depois das 22 horas, onde todos os trabalhadores querem dormir, que os jovens saem. Quando o escuro aparece que muitos se sentem com maior liberdade. Afinal, de noite é muito mais difícil de encontrar aquele grupo se drogando; é mais complicado de ver o rosto daqueles três meninos que acabaram de assaltar um carro; é de noite onde as coisas "proibidas", digamos assim, acontecem mais facilmente.

Agora tudo isso pode mudar com esse toque de recolher. Pode? Definitivamente não. Uma única lei não resolverá os maiores problemas de São Paulo: a violência e desordem. É preciso investir em muitas outras coisas nas quais eles se preocupam menos como a educação. Ela sim é base de tudo.
Mas enquanto eles não resolvem os problemas por completo, uma simples lei não irá fazer mudança alguma.