quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Clichês de fins de ano

Todos sabem que mais um ano está por vir. Isso é tão clichê quanto textos de fim de ano.

Tão clichê quanto as enormes listas de metas e promessas para o ano que está por vir. E pouquíssimos itens são fielmente cumpridos.
Tão clichê quanto relembrar o que se aprendeu, do que se arrependeu, do que passou. Tão clichê quanto guardar os momentos que, de alguma forma, serão eternos.
Tão clichê quanto os amores que começam e acabam. Assim como relações começam e te levam a lugares inesperados, e outras que, tomam um fim, sem mesmo perceber.

Fins de ano são clichês, como qualquer outro.

Por isso eu desejo para cada um, um 2011 cheio de clichês incríveis, doces e alegres. Afinal, há coisa melhor a se lembrar do que um clichê?

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Poesia viva

Era uma cena totalmente diferente daqueles natais americanizados ou qualquer padrão já estabelecido antes. 
A neve não caía do céu, as pessoas nas ruas pequenas, ainda de paralelepípedos, não se comprimentavam desejando boas festas, estavam apenas concentradas nas suas próprias famílias, sorrindo e andando até o seu destino final. O sol quente queimava as cabeças de um casal de velhinhos sentado naquele antigo banco de madeira, onde, para eles, já era quase um clichê.
As poucas árvores raramente dançavam com o vento, estavam só preocupadas em exibir suas largas folhas verdes e troncos fortes, onde os pássaros se acomodavam e por um bom tempo cantavam.

E ele caminhava diante dessa poesia viva, sentindo o Natal já chegando. Um Natal que não era comum, uma celebração, que para muitos seria só mais uma em suas vidas, mas para ele não. Mesmo não entendendo muito bem o porquê.
Segurou forte a mão de sua amada e continuou em frente, só desejando estar com ela naquela festa deliciosa. Ou até mesmo mágica.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Catarse

Estou aqui mais uma vez, olhando o tempo passar, levando consigo minhas lembranças, deixando-me sozinha para mais um tempo que está por vir. Ele as levas para longe, de forma que eu não posso tocá-las. Mas eu as guardo dentro de mim, de maneira que ninguém poderá arrancá-las por completo.
 
2010. Um ano pelo qual nunca imaginei que passaria, ou, pelo menos, demoraria um bom tempo até experimentar o que a vida tem reservado.
Aprendizado. É assim que posso definir o meu ano. Junto com muitas, muitas emoções, eu diria. Para mim é complicado dizer toda a bagunça que passou em minha mente. As tempestades nas quais eu enfrentei. Mas, agora, eu percebo as quão necessárias elas foram. Mas só agora eu pude perceber o porquê eu as superei. E eu agradeço a Deus, e somente a Ele por isso. Agradeço por ter me escolhido e ter me dado a sabedoria necessária para eu andar firme em seu caminho. Agradeço por ter me entregado maior amor do mundo. Agradeço de toda a minha alma.
Indefinição. Ironicamente eu não consigo colocar em uma única palavra as sensações que tive durante esse ano. Tristeza. Alegria. Amor. Como em todos os outros pelos quais eu já vivi. Mas somente uma que sempre esteve presente dentro de mim: Satisfação. Uma satisfação diferente. Não daquelas em que a felicidade transborda do meu coração, em que eu quero pular e gritar de emoção. Não. Uma satisfação tranquila. De paz.
Satisfação em ter feito amizades incríveis, onde eu nunca pensei que eu aprenderia tanto. Mantive outras essenciais, assim como também, vi uma “eterna” relação de confiança se desgastar.
Descobri que certas coisas são inevitáveis. Como o desespero a se ver diante de inúmeras provas e um tempo curtíssimo de estudo. Como a alegria de jantar com a família e perceber, enfim, a quão sortuda eu sou. Como o carinho de uma amizade se tornar tão forte. Como a paz de estar na presença de Deus.  Como o amor que, da mesma forma que este nasce, também morre, ou simplesmente, fica esquecido.
Um ano tão tumultuado que pensei que seria o pior até agora. Mas hoje olho para trás e vejo quanto estava enganada. Sentir é mais que necessário na vida. Sentir, e guardar, tudo que, aos poucos, ajuda a construir quem eu realmente sei quem eu sou. 

Aqui estou novamente, não pela primeira e muito menos pela última vez, olhando o tempo correr em minhas mãos e pensando o que virá. Mas com isso, eu tento não me importar demais, afinal, surpresas virão e o destino, mas uma vez, brincará comigo. E eu com ele.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Neste momento, não consigo encontrar belas palavras, expressões que realmente me ajudem a demonstrar o que há dentro de mim. 
Eu as persigo, mas elas fogem de mim, como nunca fizeram antes.
Elas sumiram. Se foram. Para bem longe.


E eu continuo aqui, observando-as correndo para uma direção qualquer.
Não há nada que posso fazer. A não ser continuar aqui, nesse mar de silêncio, onde, calmamente a tristeza me domina. Um predador sútil, que, de uma forma confortável, me envolve em seus braços de frieza.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Mecânico

Passos largos e apressados eram dados todos os dias. Pastas pesadas e papéis importantes eram cuidadosamente carregados por mãos cansadas. Fantasiados de ternos quentes andavam sempre a diante. com um olhar vazio direcionado a um único objetivo, nada mais.

Prédios cinzas competiam para ver quem chegava mais próximo do céu escuro e pesado. A repetida melodia que os carros faziam todos os dias, já era como um silêncio, um barulho comum. Música aos ouvidos desatentos.

Durante essa correria, pássaros se refugiavam em seus ninhos, as árvores ficavam escondidas e perdidas em alguma esquina qualquer, as flores afrontadas, não saíam mais, só dormiam.

Tudo se resumia em algo chulo.
Uma rotina mecanizada. Um cotidiano vazio.

domingo, 28 de novembro de 2010

Daylight

Com passos rápidos pelas ruas, ele andava não a procura de um lugar tranquilo, ou de um abrigo, procurava um esconderijo, onde ninguém poderia o enxergar. 
Perdido no caminho, as pessoas, inevitavelmente, olhavam suas expressões, elas pareciam decifrá-lo num instante. Em pouco tempo, seus medos, suas procuras e desejos eram descobertos e levados por estranhos para lugar nenhum.
Andava mais rápido e o Sol, escondido por trás das pesadas nuvens, deixara escapar um fino e quente raio.
Seu rosto iluminou, seus olhos se fecharam, pouco podia ver, mas não era preciso enxergar, apenas sentir e notar que uma esperança, inesperadamente, surgira em seu peito.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Paradoxo

Levo sobre meus ombros esse peso. No meu peito descansa uma angústia e esse desconforto que me cerca parece nunca acabar.
Revejo em minha mente cada movimento, relembro as cenas e as guardo como se fossem tesouros. Mas quero descartá-los como nunca quis, rasgá-los e, enfim, libertar minha mente.

As horas passam num instante, os minutos duram eternidades.

Palavras são soltas sem sentido, mas os olharem fazem uma perfeita conexão.

Nesse paradoxo, eu me sustento, e meus pensamentos nele livremente pareiam.
A tempestade me cobre, como há muito tempo fazia. Não sei se aguentaria. Não mais uma vez.

Meus olhos se fecham, a escuridão me preenche. Ao tempo que me coração se abre, me iluminando aos poucos com a esperança que surge em mim.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Ivy & Gold

Eram apenas duas crianças, pequenos seres que pouco sabiam da vida. Irracionais, inconsequentes, imprevisíveis.
Eles corriam por entre as árvores, rindo pelas cócegas que as largas folhas daquelas velhas árvores faziam. De longe conseguiam escutar o som do rio batendo sobre as pedras, uma melodia suave, que eles adoravam. Se debruçavam e, sem medo de se molharem, contavam os peixes e observavam os sapos gordos e inertes por tanto tempo.
O Sol brilhava mais e a alegria dos dois pequenos aumentava, voltavam a correr para qualquer direção, sem um destino final.
Pássaros cantavam e juntos conversavam sem muito se entender.
A tarde chegava e, somente dessa vez, voltavam caminhando à suas casas para um descanso tranquilo.
Ansiosos já pensavam sobre o amanhã. Sabiam que novamente acordariam e a mesma peça se repetiria. Mas eles não ligavam, adoravam ser as principais personagens dessa cena toda.

♫: Ivy  & Gold - Bombay Bicycle Club


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Palavras

Hoje eu acordei com uma vontade imensa de escrever. Jogar palavras pelo ar, mesmo que estas não fizessem sentido. Através delas, queria desenhar os mais profundos oceanos, descrever a tranquila sensação do vento batendo em meu rosto, do Sol iluminando toda aquela imensidão e do calor que surgia em volta.

Com as palavras eu queria me imaginar no lugar mais belo de todos, um lugar abstrato, onde, talvez, ninguém realmente conheça. Elas me encheriam de amor, paz e felicidade. O que eu mais desejava. 
As palavras me trariam a alegria de conhecê-las e poder tocá-las, poder usá-las a qualquer momento. Concretizar, de certa forma, o que há um bom tempo estava guardado em mim. Elas poderiam não fazer sentido, mas só de me realizarem já bastava.

Hoje eu acordei com uma vontade imensa de escrever. E acho que consegui. O que queria

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Espetáculo natural

Ele estava sozinho diante daquele singelo pôr-do-sol.
Os raios atravessavam as montanhas sem dificuldade nenhuma e tocava sua pele gelada. Os pássaros passavam e cantavam com toda a liberdade que possuíam. As árvores dançavam em meio a leve brisa que bagunçava seus cabelos.
Sua mente estava vazia, mas seu coração estava cheio, repleto de paz e harmonia. Nada seria mais aliviador do que toda aquela beleza que em nenhum outro lugar havia.
Fechou os olhos lentamente, afim de sentir melhor cada segundo do espetáculo que via.
As sensações, apesar de iguais, pareciam melhores. Ele não sabia o por quê e nem tentava encontrar uma explicação para tudo aquilo, apenas se entregou, sem medo. E Enquanto o Sol acordava sem pressa alguma, ele sorriu.

Sem dúvidas, algo estava diferente.
Mas não era os raios que brilhavam, as folhas que caíam ou o vento que cessara.
Era algo dentro de si.
O coração.
Repleto de amor por toda a maravilha natural.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

14 de outubro de 2010.
11h35.

Já se foram 15. E mais 150 ainda virão rs
Agora, eu completo quinze anos de vida. Cada ano com uma história a ser contada, com seus momentos. Cada ano a ser eternamente guardado.
Mesmo depois de tanas comemorações nunca houve um momento para refletir. Parar e descansar. Deixar o mundo de lado pelo menos por alguns instantes. Então eu percebo quantas coisas eu já vivi e quantas outras eu ainda viverei.
Situações que serão eternamente lembradas, dias que simplesmente passaram, horas que voaram.

Me sinto satisfeita. Cheia de gratidão. Porém, há somente uma coisa que me falta. É o único desejo que faço. O tempo.
Tempo de viver. Tempo de tranquilidade. Tempo de felicidade.
Tempo para usar agora. E não deixá-lo passar em vão.


Feliz Aniversário para mim, wee!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Insônia

Enquanto o Sol dorme, as estrelas caem e brilham no céu junto da Lua, que ilumina a rua deserta.
Em meio a esse singelo espetáculo do mundo eu me deito e fecho os olhos a fim de estar cada vez mais perto desse show em meus sonhos.
A escuridão preenche o quarto e o silêncio canta em meus ouvidos.
Os ponteiros do relógio, agitados, andam cada vez mais rápido e eu, ainda, não dormi.

E durante essa insônia toda, eu converso com Deus, mesmo parecendo que ele não me responde, eu sei que ele me escuta. Mais do que qualquer um.

Pensamentos continuam a bagunçar minha mente, os cobertores me aquecem, meus olhos, agora abertos, nada enxergam e o quarto continua inerte.
O que mais desejo é poder dormir e esquecer do mundo afora e seus problemas, pelo menos durante uma noite.
Em mais uma tentativa, fecho os olhos. E logo o sonho com as estrelas caindo e brilhando junto da Lua. O espetáculo do mundo.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Carta e clichês

"Como muitos clichês dizem por aí, tudo é passageiro.
As pessoas se vão, as jóias - algum dia - serão esquecidas, as roupas não servirão mais e os papéis de tantas cartas escritas e já recebidas, decomporão levando consigo somente as palavras rabiscadas.
Esta carta um dia será deixada numa antiga gaveta. Não tenha dúvida. Mas o sentimento que nela deposito, será eternamente lembrado.
Muito tempo eu não possuo, são poucas as palavras que me pertencem, mas do que me serve tantas letras e rimas se a poesia mais bela que existe já é minha?
Você.
Como muitos clichês dizem por aí, tudo é passageiro. A não ser pelo nosso amor."

Como um pouco de dificuldade, ele assinou e deixou o papel ao lado da amada.
Por alguns instantes, a observou e notou que mesmo depois de tanto tempo ainda sentia seu coração transbordar de paixão.
Sem muito pensar, se aproximou e beijou aquele rosto delicado cheio de rugas, na qual amava admirar. Mas já estava tarde, então deitou, fechou os olhos e dormiu profundamente. Como um anjo.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Caminho para lugar nenhum

Pelas ruas cobertas de folhas secas ele andava sob a sua bicicleta sem motivo algum.
Pedalava sem pensar na próxima curva, sem imaginar qual seria o outro caminho a tomar.

Ele pouco raciocinava.

Tinha apenas um simples desejo. Ser levado e carregado pelo vento, para onde fosse.
A rua vazia o encorajava e sem motivo ele ria com o canto sincronizado dos pássaros, gritava com o coração cheio de liberdade e abria os braços para receber toda aquela bênção.

Uma brisa gelada sussurrava em seus ouvidos, as nuvens, estranhamente, o aqueciam e a bicicleta o levava para lugar nenhum.

Era isso que ele desejava.
Um caminho sem escolhas, sem destino final.

domingo, 26 de setembro de 2010

Combo Dois #Especial 1

Antes de qualquer coisa, queria fazer um pedido de desculpa por quase um mês de ausência. Sei que não trabalho 14 horas por dias, que não tenho uma casa pra cuidar e pessoas chatas para aguentar (na verdade, sim), o problema é que o colégio, simplesmente, acabou com a minha vida social. É isso.

Sem mais delongas (?) vim falar do segundo Combo Dois e da sua primeira versão especial. É.
Quem nunca ouviu falar sobre a história de um menino que para muitos seria mais uma criança órfã, sem dinheiro e sem comida para sobreviver, mas no fim a situação toda se reverte? Então, é isso aí.

Combo Dois #Especial 1
Quem Quer Ser um Milionário?



1. Livro - Sua Resposta Vale um Bilhão
(Q&A)

Muitas vezes em que um filme é baseado num livro, o livro ou é muito melhor ou é totalmente diferente. Neste caso, é a segunda opção. Tanto o livro quanto o filme são maravilhosamente bons (apesar de eu preferir de longe o livro).
As perguntas são totalmente diferentes, tendo em comum uma ou duas.
No livro, Ram Mohammad Thomas é órfão e desde pequeno aprende muito sobre a vida. E ao entrar em um programa de perguntas e respostas e, coincidentemente, acertar todas, é preso; mas não por desconfiarem de um garçom de 18 anos que sabe todas as respostas, e sim, porque os produtores não têm o dinheiro suficiente para ganhar, usando a situação de Ram como uma desculpa.
Dessa forma, para ser livre, ele terá que contar a sua emocionante história para ganhar o prêmio e finalmente, fazer o que ele sempre quis.



2. Filme - Quem Quer Ser um Milionário?
(Slumdog Millionaire)



Na essência, o filme é basicamente o mesmo que o livro: um garoto pobre que mora na Índia e que ao entrar num programa de perguntas e respostas, vira um milionário - claro que só depois de provar que não cometeu nenhuma fraude ou coisa do tipo. Porém, as perguntas e a própria história da personagem principal são muito diferentes. A começar pelo seu nome: Jamal.
Não vou ficar escrevendo sobre o filme porque se não ficaria muito repetitivo. É.


Então é isso. Caso você goste de ler, sugiro que leia o livro, é maravilhoso. Apesar dos capítulos serem compridos (coisa que eu não gosto muito rere) a história te prende tanto que em uma semana você termina de ler! E depois, compare com o filme e veja quantas diferenças têm :)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Página em branco

Está tudo em branco e eu não sei simplesmente o que há dentro de mim.
Na verdade, eu sei.
Talvez eu não queria admitir.
Admitir que não há nada aqui.

Simples assim.

As coisas andam confusas.
As coisas não fazem sentido.

Eu não sei como me expressar.
As palavras fogem.
E o branco da página permanece.

Dias, semanas, meses.
Não sei quanto tempo durará.

E enquanto isso, eu continuo.
Continuo a olhar o branco da página.
Até as primeiras palavras sinceras surgirem.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Adorável Escuridão

Andávamos sozinhos em meio aquela escuridão. Seguíamos, apenas, o intenso brilho da Lua. A leve brisa brincava com nossos cabelos. E os grilos interrompiam todo aquele silêncio entre nós.
Mas palavras naquele momento não eram necessárias.

A cada passo o cansaço aumentava; os pés doíam. Quanto mais distante, mais a escuridão parecia aumentar e o medo surgir.
Mas nada podia atrapalhar aquela sintonia entre nós. Apenas o tocar das mãos já era o suficiente.

Estávamos perdidos. Estávamos com frio. Estávamos aflitos. Completamente.
Mas somente uma coisa nos dava segurança.
Eu a ele.
E ele a mim.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A música suavemente tocava enquanto a chuva caía.
Eu observava indiferente aquela guerra natural, os pingos gelados e sem emoção.
As coisas ainda tinham cores, elas apenas não importavam para mim.
Nada mais fazia diferença, somente o som dos tão sincronizados instrumentos. Arte. Música. Só isso importava naquele momento.

O mundo girava e eu pouco percebia.
As estações mudavam e eu permanecia no mesmo lugar.
As vozes falavam, gritavam e eu escolhi não escutar.

Não havia mais nada que me pertencia. Não havia mais ninguém que me valia.
Apenas a mais bela de todas melodias.

Eu poderia sair.
Eu poderia deixar.
Eu poderia esquecer.
Qualquer coisa.
Mas a melodia que me preenchia ainda tocava.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Combo Dois #1

Se você que já acompanha o blog há um tempinho, sabe que dar indicações é uma coisa que raramente eu faço por aqui. Há um ano indiquei alguns livros para ler nas férias, outra foi no TopOld #1 que aliás eu preciso fazer outro dele rs e depois disso, nunca mais!

Mas nada como um dia após o outro e eu tive a ideia de mais um quadro de indicações, yuhul! Afinal, assistir filmes, ler livros, ouvir músicas são as coisas que eu mais gosto de fazer depois de comer rere brimks. E tenho certeza que boa parte da população ama fazer isso também, então por que não dividir aqui com você uma das minhas paixões?
O nome do quadro é Combo Dois, dãr. Dois porque todas as vezes que eu for indicar algo, seja filme, livro, música, vai ser em dobro! Olha que coisa boa rs Chega de enrolação e vamos lá.

Combo Dois #1
Filmes

1. O Pequeno Nicolau - Le Petit Nicola


Baseado nas tirinhas de René Goscinny, um dos criadores de Asterix, o filme mostra a vida de Nicolau, um menino que tem pais super atenciosos, é cercado de amigos muito fofos, lindos, engraçados e que dão vontade de morder. Tudo está normal até Nicolau sentir que seus pais estão com conversas e, principalmente, atitudes estranhas, isso o faz pensar que vai ganhar um irmãozinho, que segundo seu amigo Joaquim é uma das piores coisas do mundo!
Para não passar pela mesma "tortura" que Joaquim está passando, Nicolau e seus amigos procuram n maneiras de se livrar do bebê e assim poder viver em paz.

O filme francês realmente me surpreendeu e me fez esquecer daquele estereótipo de todo-filme-francês-chato. Eu dei muita risada e você sai do cinema apaixonada, não só por Nicolau, mas por todos os seus amigos, principalmente Clotário - preste atenção nele rs. Então, aproveita e corre para um cinema que ainda está em cartaz!


2. Sete Vidas - Seven Pounds

Will Smith sempre foi um dos meu atores internacionais favoritos e mais uma vez ele me impressionou. Faz dois anos que o filme estava em cartaz, mas só agora que eu tive a oportunidade de assisti-lo.

Ben Thomas é um agente da Receita Federal no qual mantém um segredo que poucos o sabem. e ele não gosta nem um pouco de relembrá-lo. Ao longo da história,Ben ajuda vidas de pessoas que nunca vira na vida e acaba criando um vínculo com uma delas, Emily Posa. Aos poucos todos aqueles segredos vão sendo revelados e até o último minuto do filme é surpreendente.

A trama é muito bem elaborada, consegue te prender desde o começo - apesar de ser um pouco confuso, devo confessar. A personagem de Will (olha a intimidade rere) parece ser bem bipolar em muitas vezes, mas de alguma forma ele faz com que você pegue uma grande simpatia pelo agente. E claro, chore muito e chore mais um pouco. Foi que aconteceu comigo.


Enfim, essas foram as indicações do dia ou da semana ou do mês, quem sabe? Espero que tenham gostado e caso já tenham assistido algum desses fale sua opinião e se, futuramente, decidi assistir, comente comigo, é tão legal trocar ideias sobre cultura e tal rs

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Típica ansiedade

Cheguei e tudo estava como da última vez vi aquele lugar. As pessoas conversavam, riam, se abraçavam de saudades.

Subi as escadas e admito que um pouco de ansiedade eu senti. Andei mais rápido, entrei, joguei minha mochila no lugar de sempre e fui ao corredor. Via rostos que não via há um bom tempo, mas confesso que nem fizeram tanta falta assim - da mesma maneira que eu não fiz a eles.

Até que vi quem eu estava querendo, fui lá e depois de alguns segundos de extrema animação, e gritinhos rs demos um abraço como o de sempre. Uma conversa rápida para matar as saudades e continuei andando. Mais amigos eu via, mais abraços recebia e cada vez mais a alegria me preenchia.

Era engraçado como aquele lugar me deixava contente. Ficava satisfeita em estar ali. Por mais que a rotina me consumisse, eu não me importava. Eu gostava.
Mas na verdade, não era do lugar em si que eu me sentia bem, e sim com as pessoas que lá estavam. Amigos.

domingo, 1 de agosto de 2010

A rua

Do outro lado da rua eu observo as pessoas andando, correndo, lutando contra o seu maior inimigo: o tempo. Segurando mil pastas nas mãos, tentando não esquecer nenhum trabalho que ainda está pendente, elas andam desesperadas.

E eu continuo do outro lado, sentada.

Ninguém se olha, ninguém se encosta. Todos são estranhos nesse gigante formigueiro humano. Cada um buscando seus próprios objetivos, suas próprias conquistas. Individualistas. Egoístas. Todos são assim.
Mais pessoas chegam, mais a rua fica lotada. E ninguém se importa a não ser com o seu destino final.

Sentada, eu me sinto cansada. Cansada dessa mesmisse egocêntrica de todos.
Então, eu levanto. Começo a andar em direção aquela rua movimentada.

Na rua eu observo as pessoas andando, correndo, lutando contra o seu maior inimigo: o tempo. Segurando mil pastas nas mãos , tentando não esquecer nenhum trabalho que ainda está pendente, elas andam desesperadas. Até que se esbarram em mim. Atrapalho os seus caminhos, mas com um simples 'Bom dia', por segundos, esquecem daquele mundo agitado e dão um singelo sorriso, como se estivessem tranquilas, da maneira que queriam estar todos os dias.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Ninguém fala.
Todos escutam.

Nenhum ruído se quer.
O silêncio preenche todo esse vazio dentro de mim e de alguma maneira, ele me satisfaz.
Todo barulho em minha mente se foi. Da tranquilidade, agora, eu posso provar.
As confusões, as dores, as angústias. Estas não se foram para sempre. Vão voltar, eu sei. Mas nada impedirá que eu me sinta melhor.

Os outros reclamam, agitados, ansiosos. Pena não saberem aproveitar a paz que o silêncio traz. E eles vão.
Mas eu fico, imersa no mais profundo silêncio.

A minha melhor melodia.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Por motivo nenhum

O dia estava frio, mas ela se sentia quente com aquele enorme casaco que mais parecia um urso branco manchado. Ela estava sentada sob a neve sentido aquela textura suave e ao mesmo tempo tão áspera e gelada da neve. Estava tão acomodada que não queria se levantar, até que se deitou.

Cochilou.
E sonhou.

Sonhou com a neve tocando sua pele, com o casaco a esquentando. Sonhou com uma paz dentro de si. Uma satisfação. Sonhou, simplesmente, com o nada.

O tempo passou e ela acordou. Se levantou e de repente parou. Pensou. Não soube dizer o que aconteceu naquele momento e correu pelas ruas escorregadias e vazias da pequena cidade.
O frio corava as suas bochechas e ela ria por motivo nenhum. O sol saía e a iluminava. Ela se sentia alegre por razão alguma. Isso costumava acontecer. Felicidade instantânea. Era isso que ela chamava.

terça-feira, 27 de julho de 2010

A pequena luz

Seu mundo, simplesmente, era sem cor. Era sem som, sem emoções. Não tinha vida. Era simples assim. Mas isso era tão fácil para ela do que tentar se levantar e iluminar aquela escuridão, colorir aquela imensidão cinza; as coisas não faziam sentido, então para que iria se esforçar?
Nada tinha lógica. Tudo acontecia sem um propósito era tudo tão complicado, tão confuso. Desistir seria muito mais fácil.
.
Então desistiu. Deixou tudo para traz.
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O silêncio dominou a tristeza, a dor, a insegurança. O escuro preencheu cada rua, cada esquina. Preenchera até mesmo o seu coração. Exceto por um lugar.
..
A pequena luz a incomodava. Abriu os olhos, tomou folêgo e seguiu naquela direção. Daria um fim aquele incomodo o mais rápido possível. Mas isso ela não conseguiu fazer.
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Era algo estranho. Uma coisa que vira poucas vezes. Um sorriso? Sim. Um sorriso que a encantou, a hipnotizou. E aos poucos uma sensação diferente foi a cobrindo de prazer. Há quanto tempo não se sentia assim. Felicidade.
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Nunca imaginara que uma coisa tão simples a salvaria daquela inércia. Tudo isso com apenas um sorriso. O gesto mais singelo e bonito de todos.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Velho conversível

O carro andava pela estrada cada vez mais rápido e os velhos amigos riam com o vento bagunçando seus cabelos.
Foi dentro daquele conversível vermelho que tantas coisas aconteceram, eles já tinham perdido a conta. Tantas risadas, tantas conversas, tantas lágrimas. Um grande companheiro dos cinco perdidos amigos. Muitas vezes eles se perguntavam o que seriam deles sem aquele carro.

Alguns diziam que eles eram loucos por cuidar tanto de um carro. E velho ainda por cima. Mas eles ignoravam, pouco se importavam e continuavam vivendo sob aquelas quatro roas cansadas, a pintura desgastada, os bancos de couro antigo. Aproveitavam como nenhuma outra pessoa já aproveitou, afinal eles nunca saberiam qual seria o próximo caminho, onde seria mais uma curva perigosa, quando seria a próxima batida.
Eles simplesmente aproveitavam cada momento com o mais fiel e velho (e vermelho) companheiro de todos, independentemente da estrada em que estavam e até onde eles iriam chegar um dia.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Desculpas + Ajuda

Nossa, que vergonha de mim. É. No mês de junho eu só postei uma única vez! Como assim? D:
Pois é gente, ficou tão corrido pra mim esse ano.. Entrei no primeiro ano e ainda estava me adaptando e blá blá blá, então conciliar tempo, inspiração e não sei mais o que ficou difícil para mim neste semestre. Então, a primeira coisa que quero pedir é desculpas, mesmo!

Já a segunda coisa é uma ajudinha, rs. Não sei o que deu em mim mas eu enjoei do nome do blog; achei que principalmente o link/url/sei lá estava muito sem graça, por isso resolvi pensar em outra coisa. Ate que um dia, em casa, escutando o CD do Talking Heads uma banda que na minha opinião é muito boa hihi eu tive uma idéia. Pensei em mudar o nome do blog (e consequentemente o endereço, porque eu sou fresca) para Little Creatures.
Por que? E foi aí que veio milhões de idéias na minha cabeça, mas a explicação já é assunto pra outro post.
Assim, o link do blog mudaria para lil-creatures - É já tinha littlecreatures e little-creatures e os lindinhos nunca postaram nada D:

Então, o que vocês acham? Preciso de uma ajuda!
Obrigada gente e desculpa a demora e a bagunça desse post :)

sábado, 19 de junho de 2010

Me pergunto

As pessoas dizem que entendem. Mas eu duvido disso.
Me pergunto todos os dias por que as coisas tomam determinados rumos. Por que certas oportunidades são perdidas. Por que algumas situações não poderiam ser mais fáceis. Por que a vida é realmente como é.
As palavras que solto cada vez mais fazem menos sentido e cada espaço elas deixam de ser minhas. E novamente eu me pergunto o que me pertence de verdade.
O que eu levo de tudo isso? Para onde as minhas escolhas vão me levar? Eu não tenho todo esse poder sobre tantas coisas. Mas eu tenho. Não só eu, como qualquer um. Basta ter conhecimento disso. O que, na verdade, poucos têm. E eu não tenho.
Escrevo sem saber muito qual é razão. Escrevo coisas que poucos entederão. Escrevo sem saber se as palavras usadas são belas. Mas eu duvido disso.
Escrever me faz bem. Escrever repetidas vezes me faz bem. Repetir espressões pode ser algo interessante. Me pergunto por que as pessoas as evitam. Afinal, a vida nos trás repetições a todo momento. E nós pouco nos importamos.
Mas da vida eu não sei praticamente nada. Do ''poder'' no qual tenho em minhas mãos, eu mal faço noção. Das escolhas nas quais eu tenho que fazer eu pouco sei. Então a única coisa que me resta além de registrar tamanha loucura é continuar em frente. Sempre em frente.

terça-feira, 18 de maio de 2010

As she's walking on by

O céu, novamente, estava escuro havia muito tempo. O brilho do sol não tinha a mesma intensidade, ele apenas a cegava. Tudo estava mais frio, parecia que nada mais tinha uma razão por estar lá.
Mesmo sendo novo, para ela aquele seria mais um dia onde as coisas não dariam certo. Qualquer tentativa de acerto seria falha; qualquer palpite estaria errado. Por que ela deveria continuar com as coisas desses jeito? Não fazia mais sentido. Absolutamente nada.
.
Ela não aguentava mais se sentir sufocada, aquilo tinha que parar. Como um sentimento tão pequeno causaria aquele inferno todo? Mas essa confusão não poderia continuar. Não se dependesse dela.
.
Então ela decidiu. Se levantou e recuperou toda a confiança que fora perdida um dia e caminhou. Caminhou com alegria e esperança, como nunca se sentira há um bom tempo. E ao olhar para trás não sentiu nenhum rancor, ela sentiu que tudo aquilo tinha um motivo, por pior situação que as coisas se encontravam. Ela sabia que se tornaria alguém melhor. Alguém muito mais forte. E continuou em frente.
♫ - Don't Look Back In Anger - Oasis
Precisei de uma ajuda, hihi.

sábado, 8 de maio de 2010

Was a long and dark December

Passaram uma semana difícil, talvez umas das piores da vida dos dois. Pensamentos os bombardeavam, a neve que caia queimava sob a pele, o Sol se escondia, o vento gelado levava consigo as últimas esperanças, as últimas lembranças.

Mas eles não podiam deixar isso acontecer; nada podia os separar. Eles juraram tudo isso um dia. Então se levantaram. Calmamente deram os primeiros passos e se deram as mãos - como era bom poder sentir um ao outro; e juntos resgataram o mais simples mas o mais belo amor; deixaram tudo para trás, qualquer dúvida, qualquer medo e caminharam juntos, para a mesma direção - assim como no início.

♫: Violet Hill - Coldplay

sábado, 24 de abril de 2010

Top Old #1

E depois de 3629462 dias eu volto! Juro, estava morrendo de saudades daqui, louca para postar alguma coisa! Mas como o tempo e a inspiração são os meus maiores inimigos... Já sabe, né?

Hoje eu vim aqui pra dar algumas indicações para vocês - coisa que normalmente eu não faço, mas acho que vou começar a fazer :B
Top Old é um novo quadro (?) aqui no blog onde eu indico algumas bandas e músicas da época da mamãe e da vovó q. Porque assim a gente não fica só escutando Lady Gaga, Justin Bieber, Cine, Restart e todas essas músicas iguais; afinal é muito bom variar de vez em quando, né? E aqui vai:

Top Old #1

ps. não tenho nada que faça um título digno ._.

1. Bittersweet Symphony - The Verve



The Verve é uma banda britânica que surgiu em 1989. Ele se separam em 1999 e voltaram oito anos depois, em 2007. As letras de suas músicas são diferentes, não falam sobre os mesmo assuntos (amor, sexo & rock'n' roll q). Bittersweet Symphony é a minha favorita deles e acho que umas das mais famosas da banda!

+ Lucky Man, Photograph, The Drugs Don't Work

2. Message in the Bottle - The Police



Conheci The Police fuçando nos CDs aqui de casa e descobri que são eles quem cantam Every Little Thing She Does Is Magic - música que, particularmente, acho incrível. O grupo foi considerado um dos melhores da década de 80! Gosto muito de Message in the Bottle porque ela tem uma melodia bem animada, dá vontade de dançar e q; sem contar que o refrão fica muito na cabeça: ''I'll send a SOS to the world'' ♫

+ Every Step You Take, Every Little Thing She Does Is Magic

3. Flores - Titãs



Titãs é umas das minhas bandas brasileiras favoritas! A banda está junta desde a década de 1980, mesmo passando por vários acontecimentos como a morte de Marcelo Former e continua fazendo grandes músicas até hoje. Eu posso ficar escutando Flores quinze vezes seguidas e não enjoar, juro! Há a versão que eles cantam sozinhos ou junto com a Marisa Monte; eu prefiro a última :)

+ Isso, Eu Não Presto, Epitáfio

Bom gente e essas foram as primeira indicações do Top Old, hihi. Esperam que vocês tenham gostado e caso vocês conhecem alguma banda ou música bem legal pode me falar, quanto mais indicações, melhor! :D

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Essa é a minha história, rs.

Não querendo fazer uma auto biografia e tal, mas não sei, acho que isso seria bom vocês saberem sobre mim, hihi. :)

Admito que, antes, eu pouco ia a igreja assistir uma missa e tal. Sinceramente, era uma coisa um tanto mecânica, nada que conseguisse realmente me tocar. Mas um dia isso mudou.

Meu tio-avô, que mora no Rio de Janeiro, veio para cá e fez o convite para irmos numa igreja evangélica que estava aqui em São Paulo há pouco tempo. Veja bem: eu já não gostava que ir a igreja. E agora eu iria numa igreja e evangélica. Cá entre nós que todos, se não a maioria tem uma visão extremamente distorcida dos crentes. ''Eles são uns quadrados que não fazem nada na vida a não ser deixar o cabelo crescer e orar. Só''. É, era assim que eu pensava. E vi o quão eu estava enganada.
Naquela noite minha mãe acabou convencendo a mim e ao meu pai (!) e nós fomos. Para mim ia ser a mesma coisa de sempre: a gente entra de um jeito e sai da mesma maneira. Só que o que aconteceu foi totalmente o contrário.

Após o culto, nós fomos falar com o pastor. Meu pai conto bem resumidamente o que estávamos passando - e vos digo q que não era um mar de rosas - e lá aceitamos Jesus na nossa vida. A partir daquele momento nós não teríamos mais autoridade alguma sobre a nossa vida a não ser Deus. Nunca imaginei que minha vida melhoraria tanto desde então.
Minha relação com a minha família ficou muito mais harmoniosa e carinhosa; cada um de nós nos tornamos novas pessoas (muito melhores). Tudo isso graças à presença de Deus.

É claro que não foi tudo tão fácil e tão rápido assim. Pelo menos para mim. Eu tinha bastante vergonha de chegar e falar: ''Oi, tudo bem? Sou evangélica agora, sabia?'', tinha um pouco de vergonha de falar sobre esses assuntos com qualquer pessoa. Meu maior medo era ser criticada e principalmente julgada por algo que eu, e nenhum dos evangélicos, são - Algo que eu costumava fazer.
Até hoje acho que fui uma tola em pensar tantas besteiras; em ter sido preconceituosa.
GENTE! HELLO! Q Eles são seres humanos como qualquer outro! Assistem TV, vão ao cinema, escutam música, saem com os amigos... a única diferença é que eles estão no caminho de Deus - algo que é muito precioso.

Bom, acho que já falei muito o que eu precisava dizer. Tenho a maior alegria de dizer que hoje eu sou evangélica, continuo fazendo o que eu sempre fazia, só que eu sou uma nova menina. Muito melhor. E eu aconselho vocês experimentarem essa sensação, pelo menos uma noite. E essa é a minha história, rs. :)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O último

Admito que está sendo bem difícil escrever tudo isso aqui. Depois de tanto tempo escrevendo desde coisas inúteis até as minhas ideias (inúteis, rs), tomei a difícil decisão de que teria que abandonar um dos meus refúgios preferidos. Sim. Tantas coisas estão acontecendo, graças a Deus nada de ruim!, mas eu digo em relação aos tão queridos -n estudos; são tantas coisas que eu estou me matando.

Só de pensar que o blog está cada vez mais abandonado tendo menos que cinco posts no mês, juro, fico bem chateada. Afinal, eu amo escrever, ainda mais colocar aqui e ver vocês! Mas com essa vida de condenada e escravizada a estudar até o fim desse ano, não sei se consigo levar o blog adiante como eu realmente gostaria :/

Por isso estou escrevendo aqui para vocês e dizer que hoje é Primeiro de Abril \O/
Feliz dia da mentira, rs.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Música?

O estádio estava lotado. Mais de 80 mil pessoal em um só lugar. Meu Deus, o que eu estava fazendo naquele inferno? Tanta gente, digamos, diferente do que eu estava acostumada. Para falar a verdade, eu odiava aquele barulho. Aquilo era música? Era. E pelo visto muitas pessoas gostavam, e como gostavam.

Até que ele olhou para mim e deu um sorriso - como só ele sabe fazer - agradecendo por eu estar lá com ele. E, caramba, como eu o amava. Amava de tal maneira que estive naquele formigueiro de gente, com um barulho imenso. Mas só por eu estar lá ao lado dele, aquele barulho se tornava música.

♫: Enter Sandman - Metallica, rs.

quinta-feira, 18 de março de 2010

How long must you wait for it?

As pessoas andam na rua como eu, desatentas, com os olhares dispersos, concentradas em algo que não estivesse por perto. E no meu caso, estava bem longe. Parecia que a cada passo ela estava mais distante; a cada esquina, ela estava mais afastada. Isso me agoniava. Não queria aquilo. Queria sua presença, o seu abraço, o seu sorriso.
E foi aí que decidi. Saí correndo, cada vez mais rápido, cada vez mais sem fôlego. E cheguei. Peguei o telefone e liguei a ela.

- Alô?

Sorri. Como era bom escutar a voz de uma amiga tão distante e tão importante como ela é para mim.

♫: In My Place - Coldplay

quinta-feira, 11 de março de 2010

Nenhum vício mais

Hoje eu posso finalmente dizer que me livrei deste vício.
Este vício que me atormentava todos os dias.
Este vício que me consumia a cada minuto.
Este vício que, eu tenho certeza, muitas pessoas sofrem. E a cada dia que passa esse número de pessoas aumenta.
Hoje eu posso felizmente dizer que estou livre do vício da Internet. Milagrosamente.

Descobri esse novo entreterimento (?) quando era novinha, mas mal podia imaginar o quanto essa descoberta me faria mal. Orkut, msn e qualquer site... pode ter certeza que eu me inscrevia! E assim foi essa vida de escrava da Internet durante vários anos.

Mas um dia eu reparei que não precisava disso tudo. Quer dizer, a todo dia, a toda hora, a todo o momento. Eu descobri que é possível ser feliz entrando pelo menos quarto dias na semana - por mais que eu consiga entrar por dois dias, no máximo.

Minha vida agora é mais tranquila, mais calma, mais saudável e... Tá. Não estou dizendo que consigo agora viver sem toda essa tecnologia. Não. Nunca! Só estou dizendo que finalmente encontrei um equilíbrio q e outras coisas a mais para fazer, rere.

E desejo isso para todos vocês, uma vida mais saudável, sem dependência alguma desse monstro que é a Internet. Mas um monstro que nos ajuda e tanto.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Nada se compara

Aquele não era o por-do-sol mais bonito que os dois já tinham visto, mas de alguma maneira a presença de ambos tornava aquele momento inesquecível. Sem nenhuma palavra dita, eles sabia o que queriam dizer; eles sabiam o que estavam sentindo. Nada se comparava àquilo.

Em meio ao silêncio e aos últimos raios de Sol já saindo, seus olhares se cruzaram e foi ali que sentiram aquela paixão arder, arder como o Sol arde a cada dia. Não restava mais dúvida alguma, os dois se amam como nunca amaram ninguém. E a partir daquele momento eles tiveram a certeza que se não tivessem juntos, não seriam um só; seriam apenas uma metade qualquer.

♫: Clocks - Coldplay

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Encalhada?

Discreta, divertida, inteligente e bonita. Era assim que as pessoas as descreviam. Anne não era a mais popular do seu colégio, mas também não era aquela looser; falando a verdade, ela odiava esses rótulos, uma coisa tão fútil de se fazer, ficar classificando as pessoas por aí.

Mas o que Anne não sabia, e nem mesmo imaginava, era que tinha muitos admiradores. Sem saber, ela chamava atenção com seus cabelos desajeitados que tanto odiava; quando começava a falar, todos escutavam; quando ela sorria, as pessoas ficavam encantadas. Anne era única. Pena não saber de tamanho potencial.
Talvez, por ser bem conservadora - uma coisa um tanto madura para uma menina de 16 anos - ela nunca tivera um amor. Amor daqueles de fazer loucuras, de pensar o tempo todo nele, um amor que ninguém poderia destruir. Era por isso que suas amigas a chamavam de encalhada. E como ela odiava isso.

- Pela milésima vez! Eu não sou encalhada.
- Imagina... Eu sou!
- Não mesmo... Faz só, hm, só...
- Um ano que não fica com ninguém? - e riram todas as suas amigas
- Ah, me deixem em paz, ok?

Elas nunca tinha muita fé nessas histórias melodramáticas de amor, com o mesmo final feliz; mas não era por isso que desacreditava em grandes paixões e quem sabe até mesmo encontrar a sua ''metade''.
Anne era diferente. Não estava desesperada por um companheiro, não ficava horas lendo matérias de revistas como ''Não pague mico no 1º encontro!'', ''Saiba se ele é o cara certo'' e '' O colírio do ano: Como conquistar esse gato!''. Ela tinha tanta coisa a viver, tinha mais prioridades e com certeza um namorado não era uma delas. As amigas dela achavam tudo isso tão careta.



O tempo passou e mais um ano estava acabando, a vida continuava a mesma com suas amigas cassoando dela e ela nem aí. Sempre a mesma coisa, nada muito diferente.

As aulas haviam terminado e para comemorar Anne e suas amigas decidiram sair, andar um pouco pelas ruas com aquele cheiro de chuva que elas amavam, dar risada e se entupir de chocolates e daqueles deliciosos tubinhos cítricos.
E foi naquela noite tão normal que o impossível aconteceu. Anne, finalmente, encontrou o seu amor. Ele estava do outro lado da loja quando seus olhares se cruzaram; os olhos deles brilharam e os dela mais ainda. Até que depois de alguns minutos Anne conseguiu sair do lugar e se aproximou. Ele se levantou e quando ela chegou na sua frente ele deu-lhe uma lambida no rosto. Ela o pegou no colo e dois começaram a brincar como velhos amigos no meio da loja.

- Amor a primeira vista! - disse toda animada para suas amigas.
- Que louca!
- Uma eterna encalhada.

E suas amigas saíram deixando-a sozinha com o seu novo melhor amigo, com a sua... Cara metade? É, pode ser.

Gente, desculpa a minha ausência por tanto tempo! Estou estudando que nem uma condenada e daqui pra frente vai começar a ser assim! Bom, só espero que vocês não me abandone, porque eu não vou! rs -s

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A Casa do Chapéu

Desde pequena sempre fui muito pentelha. Irritava aos montes e qualquer outra pessoa que passasse por mim, especialmente minha querida mãe. E sempre depois de alguma brincadeira ela sempre vinha com a mesma expressão:
- Ai filha, vai ser chata assim lá na casa do chapéu.

E era sempre a mesma coisa. A Casa do Chapéu. Mas onde era essa casa? Como era? E eu nunca soube. Até que um dia normal, no meio de outras chatisses minhas, minha mãe soltou um:
- Thaís, vai me irritar assim lá na casa do chapéu, tá?
Até que cansada de viver com aquela dúvida perguntei:
- Mas mãe! Um dia você me leva nessa Casa do Chapéu?
- Levo filha, levo. rs.


E até hoje eu nunca fui na Casa do Chapéu. Ainda bem, rs.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Famosos que não são famosos

Eles têm milhões de fãs clubes, sites e comunidades demonstrando a paixão de suas jovens -q fãs a ele. Eles têm mais seguidores no twitter do que várias bandas por aí. Eles já foram capa de revistas e agora são capa de cadernos. Já foram perseguidos por um bando de meninas histéricas. Eles são os meninos do Vida de Garoto!
E quanto talento eles tem não? São bonitos, sabem tirar fotos bem e... escrevem sobre a vida deles. Nossa. Quanto potencial para três meninos tão novos! :O

Agora, sem mais enrolação e vamos direto ao ponto:

MENINA! POR QUE VOCÊ MORRE DE AMORES POR UM MENINO QUE NÃO FAZ NADA NA VIDA?

Acorda! Se eles fundassem uma ONG; se preocupassem com as crianças carentes ou agregar algo digno para a nossa cultura, tudo bem. MAS NÃO. Eles estão preocupados com o novo corte de cabelo deles e se o seu nome está no TTs. !
Então eu peço que você, menina esperta, pare de perder seu tempo mandando cartas a eles e vai mandar uma carta para alguém que se importe com você; pare de gastar seu dinheiro comprando bichinhos de pelúcia a eles e vai comprar um presente para o seus pais que cuidam de você; para de chorar porque eles te mandaram um beijinho e chore por quem realmente está precisando.

Vamos, acorde menina! Tem coisa muito melhor por aí.
Vamos, acorde colírios! Vocês não são famosos só porque são bonitos!

Por favor, não me matem, rs.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Agora, no colegial

Agora não tem mais aquela coisa de todos irem iguais e se confundirem em meio a tanta gente, cada um vai com a sua roupa como bem quiser: calça colorida, tênis neon e por aí vai. O que acaba se tornando mais um assunto para nós, lógico! Não acredito! Olha a roupa dela, será que ela pensa que vai pra praia?/Blusa bonita amiga (y) e por aí vão milhões de comentários, ninguém escapa. rere.

Agora não somos mais criancinhas. Temos que aprender a lidar com todo aquele processo que é a autonomia e responsabilidade. E toda essa coisa de discurso de professor do primeiro dia.

Agora o nosso tempo é curto. Duas vezes por semana presos naquele colégio estudando, estudando e estudando. Três vezes por semana enfiada com a cara nos livros enormes e com coisas extremamentes complicadas.

Agora eu estou no primeiro colegial. Menos tempo, mais coisas. É, muita coisa vai mudar.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

730 dias e 12 horas \o/

Sim, é hoje que com muito orgulho - rere - eu comemoro dois anos de blog! E quanta coisa aconteceram nestes dois anos.

Antes eu mal sabia o que era um blog. Tá, nem tanto. Pouco eu sabia de como escrever, o que fazer para conhecer outros blogs bons por aí, como deixar a página bonitinha e tal. Foi preciso um bom tempo para eu ir começando a entrar de verdade nessa ''blogsfera'', HAHAHA.
Mas com o tempo isso foi mudando, mais pessoas eu fui conhecendo e, sério, grandes amigos fazendo. E acho que essa foi uma das coisas que mais me impressionaram quando eu fiz o meu blog. Eu nunca fui muito de acreditar nessas amizade virtuais; achava besteira e perigoso. Mas eu vi que é totalmente o contrário. Existem pessoas incríveis por aí, e o melhor: que escrevem muito bem!

E assim eu fui e aqui estou como meu primeiro blog e que deu mais certo do que eu imaginei. Posso não ter o blog mais famoso do mundo e nem mesmo o que recebe mais visitas por dia, mas o que importa realmente é saber que existem muitas pessoas que vêem aqui e gostam do que eu escrevo e não tem presente melhor que esse. E isso não é puxa-saquismo nem nada. É só a verdade.

domingo, 31 de janeiro de 2010

O último de dia de férias

Dia 31 de janeiro. Domingo. Um dia bem deprimente para muitos, creio eu; afinal amanhã é segunda-feira, primeiro dia do mês de fevereiro, o que significa para mim e muitos outros o primeiro dia de aula. O primeiro dia de aula que vai abrir, no mínimo, 200 dias cheios de estresse, de correria, de puro estudo. Duzentos dias totalmente cansativos.
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Sinceramente? Eu não vejo a hora para isso. Estou louca para rever minhas amigas, para saber quais serão os professores que eu vou xingar e - brincadeira, hihi, para ter algo a fazer e não morrer de tédio como eu estou há mais de um mês.
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Férias são maravilhosas e isso eu não posso negar. Mas tudo tem um certo limite, né? E como eu sou um ser humano, uma mera mortal (muito nerd neste caso) eu não vejo a hora de voltar as aulas. Mesmo sabendo que logo depois de três semanas eu vou querer férias outra vez.
Gente to passando aqui muuito rápido, então os comentários vou responder amnhã! :D

sábado, 30 de janeiro de 2010

Minha sorte com templates

Desde o momento em que fiz o meu blog, tá, alguns meses depois, saí a procura de templates. Sempre queria um que tivesse a minha cara, que combinasse com o meu jeito de escrever, que ficasse bom no meu primeiríssimo e único blog. Mas realmente não foi tão fácil quanto parecia. Primeiro porque não sabia como colocar um novo template no meu blog, segundo que sempre que eu conseguia achar um, tinha alguma coisa que não me agradava. Diante disso, entrei numa depressão profunda e me senti obrigada a ficar com o modelo básico, que também não é nada horroroso.

Mas hoje finalmente minhas preces foram atendidas e com ajuda da minha best friend forever, rere, Ana Clara, consegui um que me agradasse totalmente. Não vou negar que sempre tem aquela insegurança para saber se os outros vão gostar - admito que a opinião alheia me afeta, sim, rere - e tudo mais... Mas espero que você tenham gostado e ficado feliz porque finalmente eu saí daquela mesmisse, hihi :B

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Parabéns atrasado Fred, rs.

Foi no dia 26 de janeiro de 2003 que um acontecimento muito importante aconteceu: o Fred nasceu! rimou, rs.
Eu o conheci com poucos meses, quando ele ainda era um bebê - mesmo ainda sendo um para mim - e devo dizer que sem ele minha vida não seria a mesma.
Aprendi muitas coisas com ele. Aprendi como é bom ter sempre alguém ao seu lado quando você mais precisa, mesmo que esta não diga uma palavra. Aprendi como é bom estar sempre feliz. Aprendi que guardar rancor é algo um tanto inútil. Aprendi que não se deve pegar as coisas dos outros e destruí-las, e claro, fazer xixi no quarto da minha mãe, rs.

Passamos por várias crises, para falar a verdade. Mesmo ele sendo o meu melhor amigo, não dava a devida atenção a ele, não cuidava dele, era uma péssima amiga. Ainda bem que reconheci o meu erro e pude corrigí-lo a tempo (Para mais detalhes, clique aqui).

E é isso. Hoje posos dizer que tenho o melhor cachorro do mundo. O cachorro mais mimado, mais carinhoso, mais fofo, mais parceiro. E eu o agradeço todos os dia por nunca ter me abandonado.

Parabéns Fred e obrigada por tudo, hihi. \o/

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Alice e seu amor

Quando finalmente Alice estava entrando para o último ano do colegial ela recebeu a notícia de que teria que mudar para outra cidade. Seus amigos, suas histórias, seus lugares favoritos, sua vida naquela cidade de onde nunca saiu teria que ser deixada, inclusive, o principal: o seu único amor . Um amor no qual ninguém acreditava, todos achavam que era pura besteira. Mas os dois sabiam que não era.
Seu mundo desabou em um minuto. Não queria ir, não podia sair de lá. Mas não tinha escolha, teria que recomeçar sua vida.

E recomeçou. Um começo péssimo devo lhe dizer. Alice não sentia mais nada, apenas tristeza e solidão, com excessão de uma coisa: o seu amor continuava o mesmo.

A cada dia que passava, mais longe ficava, mais sozinha se sentia. Ela era só uma metade, estava incompleta. E assim ficou durante os dois últimos anos.
Alice estava cansada de, mesmo nos raros momentos de alegria, sentir que algo estava faltando.

Um dia, em meio a tantas correspondências, recebeu um vale-jantar para aquela noite em um restaurante que diziam ser espetacular.
- Deve ser alguma brincadeira, será que vale?, pensou.
Mas ela foi mesmo com medo, mesmo estando sozinha. Seria bom pra ela pensar, refletir sobre a vida e fazer coisas que ela não fazia há muito tempo.



Realmente o restaurante era maravilhoso. Lustres de cristais espalhados por todo o teto, tapete de persa da mais alta qualidade, espelhos enormes preenchiam as paredes de cores neutras, cadeiras que além de serem lindas, eram extremamente confortáveis.

E assim passou a noite, no meio de todo aquele luxo. Tudo estaria perfeito se não fosse por um único detalhe: estava sozinha. Foi aí que ela pensou em tudo que havia passado, infelizmente, seu eterno amor não durou como prometido, por mais que ela ainda o amasse. Afinal, ele nem deveria estar pensando mais nela porque...
- A senhorita gostaria de uma sobremesa? - perguntou aquela suave voz que a fez interromper seus pensamentos
- É... Não muito obr...
Era ele. O seu amor que um dia juraram nunca mais se separar. A pessoa que ela mais amava. A sua metade, o seu coração. Ela sabia que ele nunca a deixaria, em hipótese alguma.

Lá estavam os dois naquela noite que aparentava ser só mais uma sozinha. Lá estavam os dois mais apaixonados do que nunca.
Lá estavam eles que, para quem olhava, eram somente duas pessoas. Mas no fundo, eles sabiam que eram um só.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Um pensamento sobre chuvas

Desde quando os grande escritores foram nascendo, crescendo e ganhando montes de dinheiro com seus livros que só aqueles com uma uma inteligência superior podem compreender, chuva é sinômino de tristeza. Inclusive nas nivelas e filmes: a mocinha acabou de levar um fora do namorado cachorro e depois de chorar litros ela sai andando quando os primeiros pingos começam a cair e nem dois minutos depois sua chapinha está sendo destruída com aquele temporal. Ah, e os quilos de maquiagem também.
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Mas, como sempre, eu não acho isso. Claro que também não é sempre que chuva é alegria, assim como sol também não. O problema é que esse povo tem mania de generalizar. Não é só porque a chuva não é iluminada e cheia de pássaros cantando no ar que significa tristeza e pura depressão. Muito pelo contrário.
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Acompanhe comigo: você está na rua a ponto de cortar seus pulsos, seja lá o motivo, e começa a chover. Uns chorariam mais e sairiam correndo pra casa e outros, como eu, se enfiariam no meio da chuva gelada. E suja. Um banho natural, ué. E cada vez mais os pingos caem fortes e rápidos, você abre os braços, começa a rodar, as pessoas na rua te olham como se você tivesse um problema realmente sério. Mas.. e daí? Enquanto a chuva cai, seus problemas vão juntos e quando você volta pra casa sem receios, sem mágoas e sem tristezas, percebe que está com uma gripe e tanto.
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Mas desde quando uma gripezinha vai atrapalhar aquela sensação de que tudo de ruim passou? Tá. Algumas dores no corpo, mas deixa pra lá.
Desculpa se ficou enorme, me emploguei. rs

domingo, 17 de janeiro de 2010

Meu sonhado presente de 10 anos

Antes mesmo de comemorar os meus 10 anos de vida já estava decidida sobre o que pedir: uma babá adolescente sem paciência com crianças e má. Extremamente má. Não, eu não tinha problemas psicológicos. E nem tenho. Ainda.

O que eu realmente queria era chamar atenção do Mundo das Fadas para eu ser presenteada com dois Padrinhos Mágicos! Imaginem que sonho? Ser acompanhada para cima e para baixo, ora com lápis falantes ora com dois cachorros coloridos que conversavam comigo e até mesmo com dois peixinhos de estimação.

Cada pedido seria realizado... nenhum sonho estaria longe o bastante. Seria a criança mais feliz do mundo! Mas quando crescesse, não teria a mesma oportunidade de ter dois padrinhos tão carinhosos, atenciosos, legais e... mágicos comigo. Mas isso não seria problema, um simples pedido de ter sempre 10 anos seria a solução!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Como o oceano

Acho engraçado como cada pessoa encara a sua vida. Vida. Para cada um o sentido muda, a direção é outra, as escolhas são diferentes.

As vezes uma simples aventura onde ninguém tem preocupações e muito menos sabem o que é ter uma. Se libertar, ser livre, assim que se vive. Estar solto e sair por aí fazendo inúmeras bobagens.
Quem sabe a vida é um caminho perigoso, sem placas e sem indicação alguma. Você faz o caminho por si só e ninguém sabe onde chegará. Muito menos você.
Porém a vida é bem mais simples do que qualquer coisa que se possa imaginar. A vida é como o oceano, linda e tranquila. Podemos estar em perigo com as tempestades, com as enormes ondas que nos derrubam; mas logo levantamos, o sol nasce e vemos o quão é bela aquela imensidão azul: tão claro, tão puro e ao mesmo tempo tão complexo. É assim que é a vida.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O primeiro post do ano

De uma maneira bem pessoal (tentando ser o menos chata possível) vou lhe dizer como é horrível você querer muito escrever e não saber como.















Pronto. E eu não sei dizer o quão é horrível sentir isso.
Péssimo post para o primeiro do ano, não?