sábado, 19 de junho de 2010

Me pergunto

As pessoas dizem que entendem. Mas eu duvido disso.
Me pergunto todos os dias por que as coisas tomam determinados rumos. Por que certas oportunidades são perdidas. Por que algumas situações não poderiam ser mais fáceis. Por que a vida é realmente como é.
As palavras que solto cada vez mais fazem menos sentido e cada espaço elas deixam de ser minhas. E novamente eu me pergunto o que me pertence de verdade.
O que eu levo de tudo isso? Para onde as minhas escolhas vão me levar? Eu não tenho todo esse poder sobre tantas coisas. Mas eu tenho. Não só eu, como qualquer um. Basta ter conhecimento disso. O que, na verdade, poucos têm. E eu não tenho.
Escrevo sem saber muito qual é razão. Escrevo coisas que poucos entederão. Escrevo sem saber se as palavras usadas são belas. Mas eu duvido disso.
Escrever me faz bem. Escrever repetidas vezes me faz bem. Repetir espressões pode ser algo interessante. Me pergunto por que as pessoas as evitam. Afinal, a vida nos trás repetições a todo momento. E nós pouco nos importamos.
Mas da vida eu não sei praticamente nada. Do ''poder'' no qual tenho em minhas mãos, eu mal faço noção. Das escolhas nas quais eu tenho que fazer eu pouco sei. Então a única coisa que me resta além de registrar tamanha loucura é continuar em frente. Sempre em frente.