quinta-feira, 29 de julho de 2010

Por motivo nenhum

O dia estava frio, mas ela se sentia quente com aquele enorme casaco que mais parecia um urso branco manchado. Ela estava sentada sob a neve sentido aquela textura suave e ao mesmo tempo tão áspera e gelada da neve. Estava tão acomodada que não queria se levantar, até que se deitou.

Cochilou.
E sonhou.

Sonhou com a neve tocando sua pele, com o casaco a esquentando. Sonhou com uma paz dentro de si. Uma satisfação. Sonhou, simplesmente, com o nada.

O tempo passou e ela acordou. Se levantou e de repente parou. Pensou. Não soube dizer o que aconteceu naquele momento e correu pelas ruas escorregadias e vazias da pequena cidade.
O frio corava as suas bochechas e ela ria por motivo nenhum. O sol saía e a iluminava. Ela se sentia alegre por razão alguma. Isso costumava acontecer. Felicidade instantânea. Era isso que ela chamava.

8 comentários:

Pedro Ricelly disse...

Acordo variavelmete assim, mas as pessoas não veem como felicidade instantânea. É uma pena, poderia dividir com elas se entendessem, rs

Belo texto, beijão :*

Jessica Berdych Laviere disse...

Adoro esse termo,pena que nem sempre aproveitamos momentos assim e eles são quase raros...ai que saudade de vir aqui.

Beijos!

Gabriela Petrucci disse...

Felicidade instantânea dá calor no coração e uma sensação de quase cócegas.
Muito bom, Thais!

:*

Ninaaa . disse...

É a presença de Deus, sabe como é? (:

Natália disse...

Sinal de que as coisas mais simples também podem nos fazer feliz. bj

Renan Mendes disse...

Felicidade instantânea? Onde vende isso? Preciso de uma dose pra poder escrever textos mais felizes (como os teus).


Esqueci de dizer no comentário passado: o novo visual do blog tá lindo demais *-*

Beijo.

@philipsouza disse...

Estou precisando um pouco dessa felicidade,,, me passa? onde compra??

Bjao Tata

Georgia Soares disse...

Lindo, lindo. Me lembra A Menina Que Roubava Livros.