quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Adorável Escuridão

Andávamos sozinhos em meio aquela escuridão. Seguíamos, apenas, o intenso brilho da Lua. A leve brisa brincava com nossos cabelos. E os grilos interrompiam todo aquele silêncio entre nós.
Mas palavras naquele momento não eram necessárias.

A cada passo o cansaço aumentava; os pés doíam. Quanto mais distante, mais a escuridão parecia aumentar e o medo surgir.
Mas nada podia atrapalhar aquela sintonia entre nós. Apenas o tocar das mãos já era o suficiente.

Estávamos perdidos. Estávamos com frio. Estávamos aflitos. Completamente.
Mas somente uma coisa nos dava segurança.
Eu a ele.
E ele a mim.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A música suavemente tocava enquanto a chuva caía.
Eu observava indiferente aquela guerra natural, os pingos gelados e sem emoção.
As coisas ainda tinham cores, elas apenas não importavam para mim.
Nada mais fazia diferença, somente o som dos tão sincronizados instrumentos. Arte. Música. Só isso importava naquele momento.

O mundo girava e eu pouco percebia.
As estações mudavam e eu permanecia no mesmo lugar.
As vozes falavam, gritavam e eu escolhi não escutar.

Não havia mais nada que me pertencia. Não havia mais ninguém que me valia.
Apenas a mais bela de todas melodias.

Eu poderia sair.
Eu poderia deixar.
Eu poderia esquecer.
Qualquer coisa.
Mas a melodia que me preenchia ainda tocava.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Combo Dois #1

Se você que já acompanha o blog há um tempinho, sabe que dar indicações é uma coisa que raramente eu faço por aqui. Há um ano indiquei alguns livros para ler nas férias, outra foi no TopOld #1 que aliás eu preciso fazer outro dele rs e depois disso, nunca mais!

Mas nada como um dia após o outro e eu tive a ideia de mais um quadro de indicações, yuhul! Afinal, assistir filmes, ler livros, ouvir músicas são as coisas que eu mais gosto de fazer depois de comer rere brimks. E tenho certeza que boa parte da população ama fazer isso também, então por que não dividir aqui com você uma das minhas paixões?
O nome do quadro é Combo Dois, dãr. Dois porque todas as vezes que eu for indicar algo, seja filme, livro, música, vai ser em dobro! Olha que coisa boa rs Chega de enrolação e vamos lá.

Combo Dois #1
Filmes

1. O Pequeno Nicolau - Le Petit Nicola


Baseado nas tirinhas de René Goscinny, um dos criadores de Asterix, o filme mostra a vida de Nicolau, um menino que tem pais super atenciosos, é cercado de amigos muito fofos, lindos, engraçados e que dão vontade de morder. Tudo está normal até Nicolau sentir que seus pais estão com conversas e, principalmente, atitudes estranhas, isso o faz pensar que vai ganhar um irmãozinho, que segundo seu amigo Joaquim é uma das piores coisas do mundo!
Para não passar pela mesma "tortura" que Joaquim está passando, Nicolau e seus amigos procuram n maneiras de se livrar do bebê e assim poder viver em paz.

O filme francês realmente me surpreendeu e me fez esquecer daquele estereótipo de todo-filme-francês-chato. Eu dei muita risada e você sai do cinema apaixonada, não só por Nicolau, mas por todos os seus amigos, principalmente Clotário - preste atenção nele rs. Então, aproveita e corre para um cinema que ainda está em cartaz!


2. Sete Vidas - Seven Pounds

Will Smith sempre foi um dos meu atores internacionais favoritos e mais uma vez ele me impressionou. Faz dois anos que o filme estava em cartaz, mas só agora que eu tive a oportunidade de assisti-lo.

Ben Thomas é um agente da Receita Federal no qual mantém um segredo que poucos o sabem. e ele não gosta nem um pouco de relembrá-lo. Ao longo da história,Ben ajuda vidas de pessoas que nunca vira na vida e acaba criando um vínculo com uma delas, Emily Posa. Aos poucos todos aqueles segredos vão sendo revelados e até o último minuto do filme é surpreendente.

A trama é muito bem elaborada, consegue te prender desde o começo - apesar de ser um pouco confuso, devo confessar. A personagem de Will (olha a intimidade rere) parece ser bem bipolar em muitas vezes, mas de alguma forma ele faz com que você pegue uma grande simpatia pelo agente. E claro, chore muito e chore mais um pouco. Foi que aconteceu comigo.


Enfim, essas foram as indicações do dia ou da semana ou do mês, quem sabe? Espero que tenham gostado e caso já tenham assistido algum desses fale sua opinião e se, futuramente, decidi assistir, comente comigo, é tão legal trocar ideias sobre cultura e tal rs

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Típica ansiedade

Cheguei e tudo estava como da última vez vi aquele lugar. As pessoas conversavam, riam, se abraçavam de saudades.

Subi as escadas e admito que um pouco de ansiedade eu senti. Andei mais rápido, entrei, joguei minha mochila no lugar de sempre e fui ao corredor. Via rostos que não via há um bom tempo, mas confesso que nem fizeram tanta falta assim - da mesma maneira que eu não fiz a eles.

Até que vi quem eu estava querendo, fui lá e depois de alguns segundos de extrema animação, e gritinhos rs demos um abraço como o de sempre. Uma conversa rápida para matar as saudades e continuei andando. Mais amigos eu via, mais abraços recebia e cada vez mais a alegria me preenchia.

Era engraçado como aquele lugar me deixava contente. Ficava satisfeita em estar ali. Por mais que a rotina me consumisse, eu não me importava. Eu gostava.
Mas na verdade, não era do lugar em si que eu me sentia bem, e sim com as pessoas que lá estavam. Amigos.

domingo, 1 de agosto de 2010

A rua

Do outro lado da rua eu observo as pessoas andando, correndo, lutando contra o seu maior inimigo: o tempo. Segurando mil pastas nas mãos, tentando não esquecer nenhum trabalho que ainda está pendente, elas andam desesperadas.

E eu continuo do outro lado, sentada.

Ninguém se olha, ninguém se encosta. Todos são estranhos nesse gigante formigueiro humano. Cada um buscando seus próprios objetivos, suas próprias conquistas. Individualistas. Egoístas. Todos são assim.
Mais pessoas chegam, mais a rua fica lotada. E ninguém se importa a não ser com o seu destino final.

Sentada, eu me sinto cansada. Cansada dessa mesmisse egocêntrica de todos.
Então, eu levanto. Começo a andar em direção aquela rua movimentada.

Na rua eu observo as pessoas andando, correndo, lutando contra o seu maior inimigo: o tempo. Segurando mil pastas nas mãos , tentando não esquecer nenhum trabalho que ainda está pendente, elas andam desesperadas. Até que se esbarram em mim. Atrapalho os seus caminhos, mas com um simples 'Bom dia', por segundos, esquecem daquele mundo agitado e dão um singelo sorriso, como se estivessem tranquilas, da maneira que queriam estar todos os dias.