quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Espetáculo natural

Ele estava sozinho diante daquele singelo pôr-do-sol.
Os raios atravessavam as montanhas sem dificuldade nenhuma e tocava sua pele gelada. Os pássaros passavam e cantavam com toda a liberdade que possuíam. As árvores dançavam em meio a leve brisa que bagunçava seus cabelos.
Sua mente estava vazia, mas seu coração estava cheio, repleto de paz e harmonia. Nada seria mais aliviador do que toda aquela beleza que em nenhum outro lugar havia.
Fechou os olhos lentamente, afim de sentir melhor cada segundo do espetáculo que via.
As sensações, apesar de iguais, pareciam melhores. Ele não sabia o por quê e nem tentava encontrar uma explicação para tudo aquilo, apenas se entregou, sem medo. E Enquanto o Sol acordava sem pressa alguma, ele sorriu.

Sem dúvidas, algo estava diferente.
Mas não era os raios que brilhavam, as folhas que caíam ou o vento que cessara.
Era algo dentro de si.
O coração.
Repleto de amor por toda a maravilha natural.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

14 de outubro de 2010.
11h35.

Já se foram 15. E mais 150 ainda virão rs
Agora, eu completo quinze anos de vida. Cada ano com uma história a ser contada, com seus momentos. Cada ano a ser eternamente guardado.
Mesmo depois de tanas comemorações nunca houve um momento para refletir. Parar e descansar. Deixar o mundo de lado pelo menos por alguns instantes. Então eu percebo quantas coisas eu já vivi e quantas outras eu ainda viverei.
Situações que serão eternamente lembradas, dias que simplesmente passaram, horas que voaram.

Me sinto satisfeita. Cheia de gratidão. Porém, há somente uma coisa que me falta. É o único desejo que faço. O tempo.
Tempo de viver. Tempo de tranquilidade. Tempo de felicidade.
Tempo para usar agora. E não deixá-lo passar em vão.


Feliz Aniversário para mim, wee!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Insônia

Enquanto o Sol dorme, as estrelas caem e brilham no céu junto da Lua, que ilumina a rua deserta.
Em meio a esse singelo espetáculo do mundo eu me deito e fecho os olhos a fim de estar cada vez mais perto desse show em meus sonhos.
A escuridão preenche o quarto e o silêncio canta em meus ouvidos.
Os ponteiros do relógio, agitados, andam cada vez mais rápido e eu, ainda, não dormi.

E durante essa insônia toda, eu converso com Deus, mesmo parecendo que ele não me responde, eu sei que ele me escuta. Mais do que qualquer um.

Pensamentos continuam a bagunçar minha mente, os cobertores me aquecem, meus olhos, agora abertos, nada enxergam e o quarto continua inerte.
O que mais desejo é poder dormir e esquecer do mundo afora e seus problemas, pelo menos durante uma noite.
Em mais uma tentativa, fecho os olhos. E logo o sonho com as estrelas caindo e brilhando junto da Lua. O espetáculo do mundo.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Carta e clichês

"Como muitos clichês dizem por aí, tudo é passageiro.
As pessoas se vão, as jóias - algum dia - serão esquecidas, as roupas não servirão mais e os papéis de tantas cartas escritas e já recebidas, decomporão levando consigo somente as palavras rabiscadas.
Esta carta um dia será deixada numa antiga gaveta. Não tenha dúvida. Mas o sentimento que nela deposito, será eternamente lembrado.
Muito tempo eu não possuo, são poucas as palavras que me pertencem, mas do que me serve tantas letras e rimas se a poesia mais bela que existe já é minha?
Você.
Como muitos clichês dizem por aí, tudo é passageiro. A não ser pelo nosso amor."

Como um pouco de dificuldade, ele assinou e deixou o papel ao lado da amada.
Por alguns instantes, a observou e notou que mesmo depois de tanto tempo ainda sentia seu coração transbordar de paixão.
Sem muito pensar, se aproximou e beijou aquele rosto delicado cheio de rugas, na qual amava admirar. Mas já estava tarde, então deitou, fechou os olhos e dormiu profundamente. Como um anjo.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Caminho para lugar nenhum

Pelas ruas cobertas de folhas secas ele andava sob a sua bicicleta sem motivo algum.
Pedalava sem pensar na próxima curva, sem imaginar qual seria o outro caminho a tomar.

Ele pouco raciocinava.

Tinha apenas um simples desejo. Ser levado e carregado pelo vento, para onde fosse.
A rua vazia o encorajava e sem motivo ele ria com o canto sincronizado dos pássaros, gritava com o coração cheio de liberdade e abria os braços para receber toda aquela bênção.

Uma brisa gelada sussurrava em seus ouvidos, as nuvens, estranhamente, o aqueciam e a bicicleta o levava para lugar nenhum.

Era isso que ele desejava.
Um caminho sem escolhas, sem destino final.