quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Desarmar-se

Dessa vez preferiu ficar em silêncio. Passara tanto tempo procurando bons argumentos e até mesmo frases prontas, nas quais muitas vezes nem sentido faziam dentro de todo aquele contexto confuso que sem perceber, estava exausta. Tentou pensar o menos possível, decidiu entrar em um acordo consigo mesma, se não resolvesse isso, jamais encontraria uma maneira de organizar toda a bagunça.
Se desarmou. Completamente. A murulha que a protegia - de coisas totalmente imaginárias - foi lentamente destruída enquanto escutava atentamente aquela voz.
Se rendeu sem pensar no que poderia acontecer, afinal, poderiam desastres acontecer só por estar concordando com tudo aquilo sobre si mesma? Além do mais, ninguém, de fato, precisaria saber, o que estava acontecendo. A não ser ela mesma.

Todo seu orgulho, sua desconfiança e - secretamente - sua insegurança foram jogadas de uma só vez por uma simples e tão pequena lágrima, quem diria que se renderia tão fácil? Mas estava disposta.
Disposta a encarar como tudo aquilo era realmente e se entregar. E dessa vez não se importaria caso uma, duas ou até mais lágrimas caíssem, se fosse preciso.

7 comentários:

Laís disse...

Legal

Millena.Tarciila. disse...

é , as vezes é preciso jogar as armas, Afinal , uma boa vida precisa de alguns riscos.

muito bom texto ,
parabens ;)

Camila Locatelli disse...

E lindo
perfeito

Babih Xavier disse...

É preciso viver em máscaras pra ser feliz neh, sem orgulho, sem mágoa...

paty disse...

eu tenho um problema
eu me desarmo mto facil =/

Bertonie disse...

ai, loirinha, que lindo :)
é tãão difícil quando a gente percebe que as muralhas cairam, mas acaba reunindo disposição pra continuar ne ((nunca sei o que comentar nos blogs))

DiretorioUP disse...

texto legal, valeu!