segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Oscar 2011 - yay!

Estava tão ansiosa para a o Oscar deste ano que seria uma injustiça (comigo mesma) não comentar nada por aqui.
Mas Thaís, qual é o motivo de você ficar esperando tanto uma premiaçãozinha que nada vai mudar na sua vida e – Caham. Ok, eu explicarei.

Motivo número um – Os filmes indicados eram realmente muito bons.
Motivo número dois – Com o passar do tempo minha paixão por cinema vai crescendo cada vez mais
Motivo número três – É OSCAR POXA VIDA.

E agora vamos ao que realmente é importante – tudo rs

A começar pelos apresentadores, James Franco e Anne Hathaway, apesar de algumas críticas sobre o casal, eu me encantei. Ele com seu eterno charme rere e ela que, me passou uma imagem totalmente diferente do que eu imaginava – engraçada, linda e meiga. 

Sem contar que eu morri com esse vídeo de abertura – sensacional!


Não vou comentar cada uma das premiações até porque seria algo extremamente grande (e até monótono com a minha falta de graça) e, sim, a preguiça também não me permite.

A Rede Social
a gente ganhou e ninguém liga pra você thaís.

Eu ainda não entendo o porquê de tanto amor da Academia para com este filme. É um filme interessante sim, os atores são bastante cativantes até, mas poxa vida, Melhor Roteiro Adaptado? Danny Boyle conseguiu prender, pelo menos a minha, atenção de uma maneira não só como natural, mas incrível também com um cara que ficou preso dentro de um Canyon por CINCO DIAS. Duvido que se este roteiro caísse nas mãos de outro diretor o filme não teria sido tão interessante como foi.
Em relação a Melhor Trilha Sonora, para ser sincera, não lembro muito bem rere, mas pelo o que lembro não só deste filme, como de todos os outros concorrentes estavam praticamente no mesmo nível – todas muito boas (Apesar da minha favorita ser 127 Horas hihi)

A Origem

foto sem graça, bleh.

O filme mais injustiçado de todos os tempos. É. Não só o filme em si como o também para com o seu criador – Christofer Nolan, a começar pela sua não-indicação de melhor diretor, né.
Mas mesmo com os prêmios que recebeu, mesmo sendo aspectos técnicos (e fotografia – que a uma coisa super importante!), fiquei bem chateada quando vi que tinha perdido como Melhor Roteiro Original. Poxa vida, Nolan traz em seu filme um conceito (como este) extremamente rico e original (há!), sem contar que demorou 10 anos para concluí-lo e fazem isso com ele, todos chora.


O Discurso do Rei

Eu ainda não assisti este filme e estou louca para vê-lo, de verdade! Ainda mais com todas essas premiações que recebeu. Então, como eu não o vi, não posso nem criticá-lo e nem elogiá-lo. Mas uma coisa eu me permito fazer: dar os parabéns a Colin Firth, pois com todos os filmes em que vi e ele atuava, nunca deixou a desejar.

Toy Story 3 

E é claro, mais uma vez, a Pixar leva o Oscar! Aliás não só um, como dois. E nada mais justo.

Woody, Buzz, Cabeça de Batata e todos aqueles brinquedos lindos wee! Me emocionaram muito, de verdade – um ótimo final para todas as histórias em que eles passaram.

Cisne Negro

linda, yay - arraza q

Um dos meus filmes favoritos, também, não se deu muito bem. Achei a montagem espetacular, uma pena não ter ganhado. Mas é claro, que nossa querida, Natalie Portman ganhou! E já era de se esperar – sua atuação é realmente inexplicável, não tem o que dizer sobre. 

127 Horas

Apesar de eu já ter imaginado que seria difícil este filme ganhar alguma premiação, eu realmente estava torcendo. Gostei demais do filme, como já tinha dito antes, e acho que foi um trabalho espetacular não só do diretor, como também de James Franco, que atuou muito bem. Mas, infelizmente, não foi dessa vez ):


Esta é minha opinião sobre essa noite de domingo, yay. Comentei sobre os filmes principais, como pôde ver, e agora sim estou feliz – erm.
E agora fica só o meu (único e humilde) desejo para que no Oscar de 2012, quem apresente seja o maravilhoso Robert Downey Jr. <3

Yeah. rs

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Proximidade

Tudo está tão próximo de mim que é difícil imaginar tal realidade a alguém imaginário. Depositar sobre uma personagem, infeliz, todas minhas decepções e angústias. Fazer delas o que pertence só a mim e talvez a mais ninguém.

Tudo está tão próximo de mim que não é fácil lidar com isso. Sentir as lágrimas doces que só por alguns instantes são minhas, e ao mesmo tempo tão amargas, machucam cada vez minha alma já ferida. Fecho os olhos a fim de fugir de tudo, mas ao invés da tão desejada escuridão, não o vejo, muito menos consigo tocá-lo. Eu posso, claramente, sentir sua essência tão delicada, consigo ter diante de mim o que, intimamente, desejei por tanto tempo.

Mas, neste momento, as coisas se tornam distantes, fogem de mim, me deixando desamparada e sem palavras. Justamente o que mais anseio agora – palavras, simples palavras. 
O que quero longe de meu coração, na verdade, não são as lágrimas e nem a dor passageira – quero fechar meus olhos e não sentir mais nada, quero essa falsa essência o mais distante de meu peito.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Presente ausência

É este vazio que vem me preenchendo durante todo esse tempo, andando ao meu lado com passos lentos e cada vez mais sufocantes. Seguro sua mão, sentindo aquela textura que em tempo algum poderá ser explicada - uma falsa suavidade lhe cobre, passando uma impressão tão sedutora.

Mas a presença de um ao outro, nos conforta, de certa maneira. E desta forma, eu posso provar, finalmente, o tão belo paradoxo da ausência.

Ambos temos a consciência do que pode ser feito. Posso arrancar do meu peito e, talvez, não nos veremos mais. Soltar suas mãos que me machucam e nunca mais nos tocarmos. Fechar os olhos e esquecer sua forma que um dia nunca existiu. Mas talvez, não seja isso que minha alma realmente anseia. Então, me envolvo num abraço frio e que, algum dia, possa fazer o sentido que tanto procuro.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

CD do Mês - Continuum

Para quem é fã do (ex da Jeniffer Aniston) lindo, talentoso e sensível John Mayer, esta indicação pode ser um tanto que antiga. Mas aqui vai meu contraponto: tudo que é bom deve ser sempre lembrado, não?

Em seu terceiro albúm, lançado em 2006, John consegue equilibrar perfeitamente o ritmo e a energia em suas músicas que vão desde as mais animadas, como Waiting on the World to Change, para as mais tranquilas e calminhas, no estilo de Dreaming with a Broken Heart. É exatamente assim que eu não me canso de ficar horas escutando Continuum - sem exagero! (Afinal, um pouco de blues é sempre muito bom).

Mas o que, realmente, me impressiona em suas músicas não é só o ritmo em si, e sim as letras. Várias vezes eu parava e ficava escutando (e lendo porque não sou nenhuma fluente em inglês rs) e notava o quanto de valores aquelas músicas levavam consigo, como em Vultures, onde há um verso em que ele diz "How do I stop myself from being just a number?" e isso ficou em mim, de alguma forma e pensei bastante sobre. E assim vai em várias outras faixas!


1. Waiting on the World to Change
2. I Don't Trust Myself (With Loving You)
3. Belief 
4. Gravity
5. The Heart of Life
6. Vultures
7. Stop This Train
8. Slow Dancing in a Burning Room
9. Bold as Love
10. Dreaming with a Broken Heart
11. In Repair
12. I'm Gonna Find Another You

E este foi a minha indicação, o CD que eu acho que realmente vale a pena ter. 
Para aqueles que fazem questão de ter em suas mãos, segurar a caixa, folhear o livrinho (?), assim como eu, encontrei na Livraria Cultura por R$15,00! (No site está mais barato rs). Já para aqueles que não fazem questão e já se contentam em baixar... Bom, eu não tenho nenhum site ou link que eu tenho certeza de que seja confiável e tudo mais. D:

Espero que tenham gostado e é isso aí. (E hoje tem Grammy! yay)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Palavras Cruzadas

O calor que entrava em seu corpo já estava tão insuportável quanto o barulho que o ventilador insistia em fazer a noite inteira.
Pensar no vazio, tentar resolver algumas questões de álgebra mentalmente, contar aqueles malditos carneirinhos – só estava a deixando mais acordada ainda.
E mais rápido do que pensou, sentou-se e ficou a encarar a escuridão que a cercava. A cada minuto que passava o quarto parecia clarear-se pelas luzes de fora, mas não se iluminou por inteiro – um fato totalmente previsível. Diante desta pequena frustração decidiu sair no meio da noite, afinal, nada de surpreendente poderia acontecer as 2h58 numa cidade daquele tamanho. Cidade?
.
Saiu sem trocar o seu pijama cinza de bolsos verdes (!) totalmente inúteis e com seu tão confortável par de chinelos. Andou, não muito, diga-se de passagem, até encontrar uma padaria/boteco com seu letreiro neon pisando freneticamente.
O lugar estava vazio, a não ser pelo senhor de cabelos falsamente castanhos, barba a fazer e uma caneta atrás da orelha.
- Bom, nada muito ameaçador, eu diria – Ela sussurrou para si mesma.
.
Sentou-se diante do balcão, onde aquele homem se dedicava em fazer as palavras cruzadas em um jornal deixado por um cliente. Ela o observava, mas não como algum objetivo, somente por olhar e nada entender, até que notou que usava outra caneta em sua mão, mas esta parecia ser diferente, ele a manuseava com cuidado como se fosse uma raridade. Achou engraçado o senhor que, sem querer, anulava toda a função de sua orelha esquerda e disse, esticando o pescoço.
- E-G-O. “O ‘eu’ de cada um”
Ele levantou os olhos tentando disfarçar a surpresa de ver alguém àquela hora da madrugada.
- Tem certeza? Isso me parece “Meu”.
- Mas não faz tanto sentido assim quanto ego! – Disse com uma risada escondida em seus lábios.
- E desde quando as coisas nesta vida fazem sentido, minha filha? – Respondeu o velho com uma cara um tanto ranzinza
- Ah... É... Tem razão, mas... – Ela bem que chegou a pensar em explicar a ele que em cruzadas, as palavras deveriam ser corretas, caso contrário...
- É, mas eu sei que palavras cruzadas são a exceção, não? – Disse o senhor como se estivesse lendo sua mente – Vai um pingado?
- A essa hora?
E o velho soltou uma gargalhada desleixada, mas mesmo sem entender o seu por que a menina riu – mas não pelo o que tinha dito, mas pela engraçada risada em que ouvira.
- Não é pinga não menina! Café com leite – disse bem pausadamente, com medo dela não entender.
- Oxe. Mas quem é que fala uma coisa dessas hoje em dia?
- E me diga quem, de uma cidade grande, se expressa com oxe?
Ela corou nostalgicamente, lembrando em frações de segundos todas as pessoas que diziam isso dela e depois de uma risada respondeu:
- É, verdade. Você venceu. Pode me dar esse tal de pingado aí.
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E durante a noite, conversaram sem muito se importar com a estranheza dos assuntos. Dividiam experiências que, de alguma maneira, ambos pareciam já ter vivido. Se tornaram amigos de tanto tempo, sem nem ao menos saber o nome um do outro.
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- Mas me diga moça - introduziu o velho passando pela quinta vez um pano úmido no balcão – o que faz aqui nesta...
- Cidade?
E os dois riram pelo mesmo motivo que nenhum morador fiel ousaria rir.
- Exatamente! Hunf... Cidade! Vê se pode.
-Descansar, sabe? Pôr as idéias no lugar e tudo mais.
- Ih, já vi tudo. Foi o namorado, né? Não? Brigou com a mãe? Pai? Amiga? Hm... Primo? Com quem minha filha? Diga...
Ela não respondeu de imediato. Não que a resposta exigisse um tempo de raciocínio, mas ela pensou por alguns instantes que sentia certo afeto quanto o velho, instintivamente, a chamava de minha filha. Então tornou a olhar seu rosto, suas expressões, os óculos redondos anos 60 não o deixava com um ar de mais velho, pelo contrário; mesmo com aqueles fios brancos que, teimosamente, sempre apareciam nos lados e algumas (várias) “marcas de expressão”, ele passava a ela uma impressão de jovem. Gente pronta para viver.
- Hein minha filha? Se não quiser desabafar não precisa não.
- Que isso! Não aconteceu nada demais, decidi, apenas, tomar um tempo pra mim, apesar do tamanho, é bom estar aqui.
- Ô se não é.
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E finalmente o silêncio entrou no lugar, acompanhado de fracos raios do Sol nascente. Ela olhou para traz e viu como o céu estava bonito, tão singelo.
- Tão acolhedora essa imensidão azul, não? – Pensou alto o velho.
Mas desta vez ela não se assustou por, mais uma vez, ele ter completado seus pensamentos e apenas sorriu, concordando. O relógio tocou marcando seis horas.
- Minha filha! Você nem pra dormir! E agora?
- Ih, já até me acostumei. Mas é verdade, preciso ir.
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Levantou-se devagar pensando na hipótese de um abraço forte entre amigos ou somente um aperto de mão. Ao se virar desistindo de qualquer demonstração de carinho, ele a chamou:
- Ei moça! Toma aqui essa cruzada, presente meu, termine por sei que você faz rapidinho, né minha filha?
Ela sorriu, pegou o pedaço de jornal e dobrou. Olhou mais uma vez ao seu tão novo querido amigo.
Ambos queriam agradecer e concretizar tudo o que sentiam em ter tido uma companhia tão agradável naquela noite típica de verão – simplesmente não conseguiram. Ele levantou a mão se despedindo de forma amigável e ela, novamente, sorriu, sem trocar uma palavra desta vez.
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Pegou o caminho de volta e olhando para o papel em suas mãos o abriu na esperança de encontrar algumas palavras escritas – mas não; da mesma forma continuou alegre pelo que passou; dobrou o jornal pela última vez e o guardou em seus bolsos verdes – e até que eles não eram tão inúteis assim.

Você acabou de ler - se leu tudo mesmo - 977 palavras rs

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

In the jingle jungle morning

O lugar era a casa mais aconchegante pelo qual passara em sua vida – mesmo estando vazio, com poucos feixes de luz iluminando alguns cantos sem tanta importância - passava a mão sobre os móveis antigos e uma nuvem de poeira dançava pelo ar e lá permanecia. 
 .
Parou em frente a uma janela simples, sem cortina alguma e a encarou como se dentro dela – ou do outro lado, seja lá qual era o certo se pensar - houvesse algum segredo no qual aquela casa insistia em esconder. Então, devagar, a abriu – e parecia gritar de dor, mas preferiu parar antes que completasse toda aquela ação um tanto inútil e deixou mais um feixe quente e brilhante se espalhar pelo antigo cômodo.
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Andou mais um pouco e viu a tão amada vitrola que nunca ousara mudar de lugar e sem saber qual era aquele disco, também, empoeirado, a ligou e escutou como se vivesse a música. Mr. Tamborine Man cantava em seus ouvidos e junto com ele, sussurrava as notas. Estava sem sono e preferiu ficar lá sozinha, dividindo as remotas lembranças, em sua tão adorável companhia.
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Mas o dono de toda aquela antiguidade empoeirada estivera sempre lá, debaixo de uma fresca sombra, sentado numa cadeira velha que por tanto tempo o carregou. E de olhos fechados, ao mesmo tempo, cantava com sua voz rouca os tão verdadeiros versos daquela canção.
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E a melodia os levava para uma viagem quase sem volta. Era como se estivessem um ao lado do outro, segurando suas mãos, revivendo as mais antigas histórias que viveram naquela casa, sentindo a presença um do outro pela última vez. Não sabiam quando seria, realmente, a última vista, mas cantavam e, de alguma forma, dançavam a cada palavra naquela manhã desafinada – que de alguma maneira compartilhavam através da melodia.

I'll come followin' you.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Completa-me

Parecia que o lugar estava vazio, mas mesmo que tivesse algumas pessoas por lá, não faria tanta diferença. Estavam  no mesmo lugar, deitados sob a mesma árvore, então se perderam no tempo. Não trocavam uma palavra até que depois de muito pensar minuciosamente sobre, ela decidiu quebrar todo aquele silêncio.
"Sabe, fiquei com vontade de te falar uma coisa."
E antes mesmo que ele a olhasse ou dissesse algo, ela continuou.
"Eu adoro quando nós saímos e ficamos assim - não importa quanto tempo dura, se for uma hora ou somente alguns poucos minutos, esse silêncio entre nós. Me sinto tranquila e até mesmo confortável em saber que a qualquer momento eu posso te tocar e o melhor de tudo: olhar dentro de seus olhos sentindo, realmente, a tua presença."
Ela parou por alguns instantes, olhou a copa da grande árvore que os protegia carinhosamente e continuou.
"Não sei como tudo isso soa para você, mas eu, sinceramente, me sinto plena. Saber que o silêncio entre nós traz essa certeza de que você está ao meu lado, bem diante de mim".

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Três

As vezes me pego olhando textos que eu escrevi alguns poucos anos atrás e vou lendo 2008, 2009, 2010 ... anos em que aos poucos eu fui crescendo e descobrindo como o caminho da vida vai se tornando e isso eu podia notar em cada palavra ali escrita. Palavras que me ajudaram, que de certa maneira me escutaram, palavras que muitas vezes, também fugiram, mas todas ficaram eternamente guardadas em algum lugar por onde andei - e devo admitir que até mesmo dentro de mim.

Hoje esse ciclo se repete mais uma vez, como o que há três anos iniciei. E me sinto feliz por isso - encontrar palavras, aparentemente, simples e fazer delas minha.
Mas uma das melhores experiências nisso tudo foi não privá-las de ninguém. Ao saber que tudo aquilo que escrevi, um dia foi lido por alguém e acima de tudo, a mudou, de certa forma, me deixa mais que encantada.

E é isso que eu agradeço nesses três anos. Por eu nunca ter deixado a falta de inspiração - ou até mesmo o cansaço - me derrubar e acima de tudo, por ter sempre alguém lendo minhas singelas palavras.

Obrigada à você de todo o meu coração.