domingo, 14 de agosto de 2011

Filme - Apenas o Fim

De uns tempos para cá tenho prestado bastante atenção no cinema nacional. Várias e várias pessoas criticam, julgam mal dizendo que só existem aquelas comédias baratas e histórias totalmente descartáveis... Uma pena que tantas pessoas têm essa visão tão cansada e supérfula sobre os filmes que aqui são produzidos.
Existe uma quantidade enorme de filmes brasileiros de ótima qualidade, ah se existem! E como faz um bom tempo que não indico nada por aqui, decidi falar sobre uma comédia romântica (que mesmo não sendo um filme tão recente) rapidamente se tornou em um dos meus filmes favoritos!

Apenas o Fim 
Brasil, 2008.



Dirigido por Matheus Souza - criador de uma das melhores séries da tv brasileira, o filme conta sobre o fim de um relacionamento de um casal nada padrão.
A medida que a história se desenrola, quando você se dá conta, já está vivendo ao lado dos dois, rindo e divindo cada memória ali contada.
É impressionante a facilidade com que Gregório Duviver (um ator digno do meu amor rs) e Érika Mader conquistam o público com a doce atuação de ambos e os diálogos mais inesperados e geniais de tão simples e engraçados que são.
O roteiro é simples, assim como a fotografia e a trilha sonora, o que me fez concluir de que Apenas o Fim é a prova concreta de que não se precisa de milhões efeitos especiais e algo complicado para fazer um filme realmente bom.
Encantador. Esse é o filme em uma palavra só.

domingo, 7 de agosto de 2011

Os tais segundos dos quais ninguém se sabe

Uma vez, quando eu ainda mal sabia o que era viver, me disseram que no momento exato antes de morrermos nossa vida inteira se passa diante dos nossos olhos desesperados e então estamos prontos para ir embora.
Eu, como sempre, não acreditei nessa bobagem. E vou lhe contar um segredo, estava com um pouco de razão, não totalmente, mas uma parte eu estava certo sim.
Pessoas, como muitos estão cansados de saber, exageram. Mas essa retrospectiva momentânea não é daquelas com uma trilha sonora, filmes de momentos aleatórios da nossa infância... Não.
Tudo bobagem. Fantasia de poeta.
Comigo a vida pareceu, pela primeira vez, passar devagar até que segurei levemente suas mãos como velhos amigos,  e andamos a um lugar que eu mal consigo me lembrar onde era, mas as cores de lá, ah, que cores! Se eu pudesse guardaria todas em uma caixa para poder olhar quando quisesse. Encantado.
Quando eu achei que sentiríamos uma brisa gelada, que escutaríamos o vento dizendo qualquer coisa, ela soltou minha mão rapidamente e riu.
Fugiu.
Quanto a mim? Fiquei aqui, sozinho, esquecido nesse lugar sem nome, e sem uma lembrança se quer de uma infância gravada em pedaços em fitas velhas. Se eu ao menos tivesse as tais cores comigo...